O Mercado de Trabalho nas Regiões Brasileiras

O comportamento do emprego nos meses de março, abril e maio foi crescente e fortalece as expectativas de melhoria da atividade econômica para o mês junho. Os resultados para a região Sudeste, estado de São Paulo no mês de maio do ano corrente estão na Tabela 1.

A região sudeste foi responsável por mais de 50% das admissões e desligamentos do território nacional. O saldo (admissões – desligamentos) do Sudeste atingiu 53% de todo o saldo do Brasil.  O estado de São Paulo, por sua vez, registrou 61% das admissões e 62% dos desligamentos do Sudeste. E o saldo do estado paulista registrou 58% da região Sudeste.

Portanto, o dinamismo do estado em termos quantitativos de vínculos formais continua na liderando a recuperação do emprego.

A cidade de São Carlos registrou no mês de maio 3.380 admissões e 3.120 desligamentos; a diferença desses movimentos resultou em a criação de 260 novos vínculos de trabalho. Nos últimos doze meses, o saldo do emprego foi expandido em 4.799 novos postos e no ano em 1.968 (Tabela 2).

O saldo médio mensal de vínculos de emprego atingiu 394 ao longo dos cinco primeiros meses do ano corrente e 400 novos vínculos médios ao longo dos últimos doze meses. Há, portanto, simetria de movimentos nos períodos. O resultado esperado para o primeiro semestre de 2022 pode superar o primeiro semestre de 2021.

 

Em termos de rendimentos, para o território nacional, há uma redução do poder de compra de maio de 2020 para maio de 2022. Os salários médios das admissões em maio de 2021 caíram -4,8% e relação de maio de 2020 e em -5,6% em 2022 com relação a maio de 2021. Os salários médios dos desligamentos em 2021 ficaram em -5,1% com relação a 2020 e -6% em 2022 com relação a 2021.

Tanto a variação dos rendimentos médios quanto os dados dos rendimentos nominais da Tabela 3 demonstram que, os novos admitidos estão recebendo menos do que recebiam nos anos anteriores.

O efeito da redução dos rendimentos é tanto devido ao pagamento menor que o mercado tem proporcionado, quanto pelo efeito da inflação do período. Enfatiza-se que os valores da Tabela 3 estão deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

O resultado pragmático dos dados acima é que há uma separação entre a recuperação quantitativa dos números do emprego e a queda de rendimentos.

 

               

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