INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC Abril de 2021

Conjuntura. Os dados mais recentes conjunturais de produção publicados pelo IBGE referem-se ao mês de fevereiro de 2021 e podem antecipar alguns aspectos do que acaba de acontecer no mês de março. A produção industrial em fevereiro registrou queda de -0,7% com relação ao mês de janeiro de 2021. 

É uma redução discreta e o mais relevante serão os dados da indústria dos meses de março e abril corrente. A produção industrial quando comparada com fevereiro de 2020 mostrou crescimento de 0,4%. Qual seria a conclusão destes dois números com sinais contrários?

Primeiro, que a economia brasileira aqueceu desde setembro de 2020 e mesmo sob a pandemia a indústria manteve um bom ritmo de produção. Os custos das importações estão elevados e favorecem a produção nacional. Por outro lado, os reajustes de preços dos combustíveis reduziram o poder de compra real dos rendimentos, mas a intensidade do consumo das famílias foi predominante.

 

Em segundo lugar, a indústria no mês de fevereiro passou por incertezas devido ao avanço do contágio e dificuldades dos sistemas de saúde nas cidades brasileiras. Há um efeito também de regulação dos estoques e o recuo da produção industrial frente ao mês de janeiro não foi tão significativo em termos porcentuais. O saldo do ano é positivo para a indústria, com crescimento da produção de 1,3% das quantidades produzidas. A observação das categorias indústrias revela aspectos importantes para o planejamento empresarial nas cidades brasileiras.

A categoria de bens duráveis recuou -4,6%; bens de capital caiu -1,5%; bens de consumo -1,1%; semiduráveis e não duráveis registraram queda de -0,3%.  A única categoria que registrou crescimento foi a de bens intermediários com +0,6%. Além do contexto de restrições produzido pela pandemia, no mês de janeiro ocorreram o vencimento dos impostos territoriais urbanos (IPTU) e sobre veículos (IPVA). Dessa forma, era esperada a flutuação para baixo da produção industrial.

 

Na média móvel encerrada em fevereiro, a produção industrial registrou crescimento positivo frente ao trimestre anterior e o mesmo aconteceu com a média móvel encerrada em janeiro deste ano. Com o pagamento do auxílio emergencial no mês de abril, uma queda da produção industrial, caso ocorra em março, deverá ser revertida pelo aumento do consumo já em abril. Logo, no curtíssimo prazo, se o nível de contágio for reduzido até a primeira quinzena de abril, haverá condições para um desempenho melhor da economia para o próximo bimestre para o país e Estado de São Paulo.

São Carlos. A expansão do emprego em fevereiro na cidade de São Carlos foi positiva em 1.051 novos postos de trabalho, como analisado no Informativo de 30 de março.

 

Na Tabela 1 destaca-se o emprego na indústria de transformação do município, que registrou crescimento de 586 novos postos de trabalho. O setor foi responsável por pouco mais de 50% dos novos postos criados. O setor de serviços de informação, comunicação, atividades financeiras, educação e saúde continuaram em expansão. Os rendimentos nessas atividades tendem a ser maiores do que nas demais atividades.

O aspecto importante da Tabela 1 é o movimento da indústria de transformação que mostrou movimento similar do que tem acontecido no Estado e no Brasil. O Estado de São Paulo possui a maior densidade tecnológica em seus setores produtivos, quando comparado aos demais estados. O mercado de trabalho em termos de qualificação é também o que apresenta aspectos superiores aos demais estados. A produtividade, economia de custos e eficiência do sistema SUS é o que garantirão a renda dos cidadãos. Não se trata apenas de faturamento, mas como o faturamento e a qual custo é gerado.

A determinação da margem de lucro (lucro líquido) / faturamento das empresas hoje depende diretamente da produtividade e eficiência dos fatores internos de produção e da capacidade do SUS em tratar os indivíduos. Afinal, o mercado só pode ser fortalecido se a renda do trabalho puder ser produzida e auferida.

 

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