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ACISC e FACESP entregam bandeiras a escolas de São Carlos

 
11/12/2015
 

Escola Estadual Coronel Paulino Carlos e E.M.E.B. Arthur Natalino Deriggi foram as contempladas.


Recentemente, a ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos), em parceria com a FACESP (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), realizou a entrega de kits compostos por bandeira nacional e CD com os hinos da Bandeira e do Brasil à Escola Estadual Coronel Paulino Carlos e à E.M.E.B. Arthur Natalino Deriggi.
 
Na ocasião, estiveram presentes José Fernando Domingues (presidente da ACISC); José Horácio Fabri Petrilli (secretário executivo da entidade); Edson Aparecido Collocca (vice-diretor da EE Paulino Carlos); Debora Cristina Campos Moretti (diretora da E.M.E.B. Arthur Natalino Deriggi) e Ana Carolina Naca Ferreira (coordenadora da referida E.M.E.B.).
 
De acordo com José Fernando Domingues, essa entrega foi um ato simbólico que deu continuidade ao ocorrido no 16º Congresso da FACESP, isto é, um manifesto sobre o atual momento do Brasil e que reuniu as mais de 400 entidades filiadas, incluindo a ACISC. “Intitulado Carta de Guarujá, município onde o congresso foi realizado, o texto lista doze pontos considerados essenciais para que o povo brasileiro possa recuperar sua autoestima e o país volte ao caminho do desenvolvimento”, resumiu o presidente da ACISC.
 
Confira na íntegra a carta produzida pela FACESP: 
 
CARTA DE GUARUJÁ
 
As Associações Comerciais do Estado de São Paulo, reunidas no 16º Congresso Estadual da FACESP-FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, manifestam sua posição sobre o momento atual do País:
 
O Brasil amarga uma grave crise que não é só econômica. É também política e ética, agravada pela falta de liderança em todos os segmentos. A classe política enfrenta o descrédito da população. Os órgãos governamentais e os serviços públicos não funcionam como deveriam.
Os valores éticos que deveriam nortear a conduta dos homens públicos e dos empresários são manchados pela corrupção de alguns, que não querem servir, mas se servirem do Brasil. O clima de impunidade assegura o sucesso dos negócios escusos.
O Brasil nunca precisou tanto de um choque de moralidade e de gestão para despertar do perigoso caminho que está nos levando para o abismo.
Elencamos algumas atitudes necessárias por parte dos homens públicos, para que o povo brasileiro possa recuperar sua autoestima, e o país voltar ao caminho do desenvolvimento.
 
01 – O Governo Brasileiro tem que se comportar de acordo com a nossa realidade, coibindo o eterno festival de gastança inconsequente. Gastar menos e gastar melhor.
02 – Os partidos políticos que se servem dos ministérios como moeda de troca têm que ser reduzidos ao mínimo necessário para sustentar a democracia, o que exige uma reforma que leve não apenas à redução de seu número, como assegure o respeito a seus programas.
03 – O número de ministérios tem que ser reduzido a uma quantidade mínima para atingir a eficácia, ao invés de servirem de cabide de empregos ou para barganha política.
04 – Os Governadores dos Estados têm que desenvolver ações para a coesão nacional, para que possa prevalecer o verdadeiro espírito federativo.
05 – O sistema eleitoral tem que ser revisto para conter o poder da máquina, tão coercitivo nas campanhas eleitorais, eliminando-se a viciada reeleição.
06 – As estatais, autarquias e agências reguladoras têm que ser controladas para não se tornarem agências de negócios ou de concessão de privilégios.
07 – O Senado, a Câmara e as Assembleias têm que eliminar privilégios de seus representantes e reduzir seus custos, mirando nos exemplos da austeridade dos países desenvolvidos.
08 – O sistema representativo tem que passar por reengenharia saneadora, revendo a quantidade de senadores, deputados federais e estaduais e os vereadores devem integrar as Câmaras Municipais como prestação de serviços à comunidade, absolutamente sem remuneração e mordomias.
09 – Todas as divisões, subdivisões, ramificações do Poder Judiciário têm que se afinar estritamente ao cumprimento da Lei, sem vantagens adicionais que possam representar privilégios.
10 – O sistema da Previdência Social deve ser revisto, eliminando-se privilégios de grupos e assegurando a todos os aposentados uma retirada da vida profissional com dignidade e sem miséria.
11 – Os gastos públicos em todas as esferas de governo tem que ser reduzidos. A gestão pública tem que ser aprimorada com base na meritocracia e os investimentos devem ser estimulados através de parcerias com o setor privado.
12 – Deve-se rever a intervenção governamental na atividade empresarial ao mínimo indispensável. A burocracia deve ser radicalmente diminuída e a tributação simplificada, reduzida e racionalizada.
Como conclusão, é fundamental que se permita ao setor privado conduzir o País ao desenvolvimento e à sociedade brasileira comandar os destinos do Brasil, ao invés de ser conduzida pelos políticos burocratas.
 
Guarujá, 06 de novembro de 2015
Congresso da FACESP

 
 
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