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Campanha "Vamos tirar o planeta do sufoco"

 
12/01/2012
 

 A Campanha

1.Termo de Cooperação assinado pela APAS e pelo Governo de São Paulo

Em defesa do meio ambiente

Em 2006, Al Gore, ex-presidente dos Estados Unidos nos dois mandatos de

gestão Bill Clinton, lançou o filme "An Inconvenient Truth"

(Uma Verdade Inconveniente),

documentário sobre mudanças climáticas, mostrando didaticamente os efeitos do

aquecimento global, que ganhou o oscar de melhor documentário em 2007. Nesse

mesmo ano, Gore, ativista ambiental fervoroso, correu o mundo pregando uma

nova visão sobre o futuro do planeta, com o apelo de se planejar o quanto antes o

desenvolvimento sustentável, com o crescimento das economias mundiais ao

mesmo tempo em que se preservasse o meio ambiente, equacionando questões

como clima, qualidade da água e contaminação do solo, de forma a garantir a

sobrevivência das futuras gerações.

O filme e a campanha de Gore tiveram grande repercussão. No Brasil, a maior

capital brasileira, São Paulo, começou a questionar seu papel em relação à

sustentabilidade e o vereador Claudinho Souza criou um projeto de lei dispondo

sobre a substituição pelo comércio de embalagens plásticas convencionais por

congêneres biodegradáveis. Como justificativa, escreveu o vereador: ".

entendemos que cabe à maior Capital do País adotar medidas ecologicamente

corretas para sermos exemplo às demais cidades. São Paulo enquanto maior

potência econômica certamente será seguida e a natureza a maior beneficiada."

Neste primeiro movimento da campanha, 110 estilistas de diversas partes do país

criaram peças exclusivas, o que resultou numa exposição no Porão das Artes da

Bienal, no Parque Ibirapuera. A Secretaria do Verde criou modelos institucionais

em algodão cru, confeccionados por ONGs como Aldeia do Futuro e Arrastão.

A visão da APAS

A convite do prefeito Gilberto Kassab, o então presidente da entidade, João

Sanzovo, oficializou a adesão da APAS ao projeto e este foi o marco inicial da

caminhada da entidade em direção à substituição das sacolas plásticas

descartáveis por reutilizáveis.

A APAS, já havia definido o tema da APAS 2008: "Sustentabilidade em nome do

consumidor", com a proposta de estimular o debate sobre como o setor de

supermercados poderia contribuir de forma efetiva com a preservação ambiental,

proposta que ganhava o mundo na pregação dos ambientalistas. O evento,

realizado de 26 a 29 de maio de 2008, promoveu em seu congresso discussões

com ênfase em casos reais de ações sustentáveis como gestão de resíduos,

seleção de materiais, uso consciente de água e energia e neutralização de

carbono.

Em 17 de setembro de 2008, o prefeito Barjas Negri, de Piracicaba, sancionou a

Lei complementar 209/07, de autoria do vereador Capitão Gomes, dispondo sobre

a substituição das sacolas plásticas descartáveis "por retornáveis, biodegradáveis

ou oxibiodegradáveis" em todos os estabelecimentos comerciais.

Na definição, constava na lei, que: "Sacola retornável seria aquela produzida em

material durável e resistente, destinada à reutilização continuada. A biodegradável

ou oxibiodegradável seria a sacola produzida com qualquer material que apresente

degradação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser desintegrada

em até 18 meses. O resultado da decomposição do material usado na produção

deste tipo de sacola deverá ser gás carbônico, água e biomassa, e não poderá

gerar resíduos que apresentem qualquer risco de toxidade ou ameaça ao

ambiente."

Em 2009 e 2010, começaram a surgir projetos de lei em vários municípios

paulistas, grande parte deles depois foram votados nas câmaras e sancionados

pelos prefeitos, mas logo em seguida foram alvo do instrumento Ação Direta de

Inconstitucionalidade (Adin), perpetrado pelo Procon, indústrias ou sindicatos de

fornecedores. Essa realidade evidenciou que o caminho para a substituição das

sacolas plásticas descartáveis por reutilizáveis é a conscientização.

Em janeiro de 2011, o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas esteve na APAS

a convite do Presidente Galassi e do diretor de comunicação, deputado Orlando

Morando, ocasião em que ficou acertada a parceria entre a entidade e a secretaria

para a substituição das sacolas descartáveis nos supermercados. Galassi

apresentou ao secretário o projeto de Jundiaí e a proximidade de interesses

visando a preservação ambiental prevaleceram.

Em maio, durante APAS 2011, um termo de cooperação foi assinado entre o

governo paulista e a APAS para a substituição de sacolas plásticas descartáveis à

base de petróleo nos supermercados do Estado de São Paulo.

Em São Carlos, desde 13 de Dezembro de 2011, as instituições se uniram e com a

colaboração de todo segmento supermercadista local, ACISC, SINCOMERCIO,

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS, APAS, SECRETARIA DO MEIO

AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO E GOVERNO DE SÃO PAULO, a

campanha foi lançada com muito sucesso e conscientização.

À partir de 25 de janeiro de 2012, não haverá mais a opção de sacolas plásticas

convencionais e sim opções sustentáveis.

http://vamostiraroplanetadosufoco.org.br

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