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Faturamento das MPEs é 3,4% maior que em 2010

 
19/04/2011
 

Serviços puxam crescimento e comércio registra queda na receita. Resultados estão na Pesquisa Indicadores, divulgada hoje (12) pelo Sebrae-SP.

Mesmo com a tendência de menor ritmo de crescimento da economia brasileira em 2011, comparado com 2010, as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas registraram, em fevereiro, um crescimento de 3,4% sobre o mesmo período em 2010. Este foi o 17º mês consecutivo de alta no faturamento das MPEs, segundo dados da pesquisa Indicadores Sebrae-SP de Conjuntura.

Em valores absolutos, o faturamento dos pequenos negócios foi de R$ 24 bilhões, um acréscimo de R$ 782 milhões com relação a fevereiro de 2010. Por empresa, o faturamento médio foi de R$ 18.081,18.

O crescimento do consumo no mercado interno, a partir da melhora da ocupação e da renda da população, e a base de comparação relativamente modesta - em fevereiro/10 as MPEs estavam se recuperando dos efeitos da crise internacional - contribuíram para este resultado.

No período de 12 meses (jan/11 contra jan/10), o crescimento obtido foi alavancado pelo setor de serviços (+19,3%), seguido da indústria (+1,2%). O comércio apresentou queda na receita (-3,7%).

Mais uma vez o setor de serviços foi o maior responsável pelo bom desempenho das MPEs. O setor foi o último setor a sentir os efeitos da crise, de acordo com o estudo. Com a retomada do crescimento, as empresas de grande porte voltaram a demandar serviços, além disso, este setor, diferente da indústria, não sofre a concorrência do mercado internacional, o que facilitou a recuperação.

O comércio, que desde novembro do ano passado vinha registrando desempenho positivo na receita das empresas, ante o mesmo mês do ano anterior, sofreu queda no faturamento em fevereiro deste ano (-3,7%) sobre o mesmo período em 2010. Esta oscilação está dentro das expectativas, uma vez que o setor já conseguiu retomar nível de faturamento próximo ao que registrava antes da crise.

Por regiões, no período, as empresas do interior registraram maior crescimento no Estado (+7,7%). Nas demais regiões, o destaque foi a recuperação do Grande ABC, com crescimento de 6,2% em fevereiro de 2011. Já a Região Metropolitana de São Paulo apresentou variação de -0,8% na receita. As empresas do município de São Paulo apresentaram uma queda de 1,4%.

Na comparação de fevereiro de 2011 com o mês anterior o faturamento real das MPEs registrou queda de 3,1%. No período, por setores os resultados foram: indústria (+4,7%), comércio (-9,1%) e serviços (+2,9%).

"O mercado segue oferecendo boas oportunidades para as MPEs, mas o sinal de alerta está ligado. O ritmo mais moderado de crescimento da economia deve refletir no desempenho dos pequenos negócios. As MPEs da indústria e os segmentos do comércio, mais dependentes de vendas a crédito, devem ter ritmo de crescimento mais modesto em 2011. As atividades ligadas ao mercado interno e cujos produtos são de baixo valor unitário, como o de serviços prestados aos consumidores, tendem a apresentar uma evolução relativamente mais favorável", destacou Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Os proprietários de MPEs acreditam em manutenção das receitas futuras. As expectativas deles, em março/11, indicam confiança na estabilidade da receita da empresa nos próximos seis meses: 47% acreditam em manutenção no faturamento, contra 45% no mês anterior.

As informações detalhadas sobre as MPEs estão no novo relatório da pesquisa do Sebrae-SP. O estudo traz as taxas de variação do faturamento real divididas por setores (comércio, indústria e serviços) e regiões (capital, interior, Grande ABC e Região Metropolitana de São Paulo). A pesquisa apresenta também as expectativas dos pequenos negócios, quanto à evolução do faturamento das MPEs e ao nível de atividade da economia.

A pesquisa Indicadores de Conjuntura é realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. O levantamento é feito junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas de todo o Estado, uma amostra que representa 1,3 milhão de MPEs da indústria da transformação, comércio e serviços.

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