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Procura por crédito avança 10,7% em março

 
15/04/2010
 

Este ano será positivo. Teremos Copa do Mundo e eleições, que representam geração de empregos.

A procura dos consumidores pelo crédito aumentou - e a concessão de recursos por parte de lojistas, financeiras e bancos também. É o que demonstra o Índice Nacional SCPC de Crédito ao Consumidor (INCC), baseado no movimento de consultas do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e dos Serviços de Proteção ao Crédito (SPCs) de todo o Brasil, que atingiu o patamar de 111,3 pontos em março, com variação positiva de 10,7% em relação a igual período de 2009.

A partir de 100 pontos, há indicação de otimismo. Em comparação a fevereiro deste ano, quando o índice alcançou 88,2 pontos, a alta foi de 26,2%. "Esse aumento aconteceu também porque fevereiro teve 23 dias úteis, e março, 27", afirma o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri.

Em dezembro, o otimismo do brasileiro era ainda maior. "A recuperação do crédito e das vendas do varejo, iniciada no segundo semestre do ano passado vem se consolidando", diz ele. "Este ano será positivo. Teremos Copa do Mundo e eleições, o que representa a geração de empregos. Com isso, o consumidor - principalmente o da classe C - fica mais confiante para comprar. Razões que flexibilizam também os critérios para a concessão de crédito", diz o economista.

O INCC de março demonstra desempenho favorável quando é levado em consideração a queda no número de registros negativos, de 8,3%, e aumento de 12,5% nos cancelamentos, em relação a março do ano passado.

Alfieri chama a atenção, porém, para um detalhe: a base de comparação, 2009, é fraca. Por isso, a única região a apresentar recuo foi a Centro-Oeste: 4%. "É que essa região foi a menos afetada pela crise financeira internacional." No Nordeste, o índice apresentou expansão de 19%; No Norte e Sul foram registrados crescimentos de 15,7% e no Sudeste, aumento de 9,2%.

Segundo o economista da ACSP, a taxa básica de juros, Selic, pode ter aumento ainda neste mês em razão desse aquecimento na economia. Mas os consumidores só deverão perceber a alta em aproximadamente seis meses.

As perspectivas de expansão do crédito para as pessoas físicas, o panorama favorável do emprego e da renda, bem como o otimismo do consumidor devem garantir a trajetória de crescimento da economia e das vendas do varejo em 2010.

Neide Martingo

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