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Aumenta confiança do consumidor brasileiro

 
16/01/2008
 

A confiança do consumidor brasileiro esteve em alta em dezembro, assim como nos meses anteriores. O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela Ipsos Public Affairs para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revela um crescimento de cinco pontos no último mês do ano, passando de 134 em novembro para 139. Em dezembro de 2006, o índice estava em 141 pontos.

A região Norte/Centro-Oeste do País mostrou-se a mais otimista, com 152 pontos, crescimento de 16 pontos sobre novembro. Em seguida ficou a região Sudeste, que registrou aumento de quatro pontos, passando para 145 no último mês (nota similar ao índice elaborado pela Federação do Comércio de São Paulo, que registrou 142,8 pontos no estado. O Nordeste registrou 133 pontos em dezembro ante 131 um mês antes. A região Sul, considerada a menos otimista nos últimos meses, subiu de 113 pontos em novembro para 119 em dezembro.

O INC mostra que 55% da população brasileira acredita que a situação econômica de sua região para os próximos seis meses vai continuar forte, contra 10% que estimam o contrário. "Uma vez que as pessoas sentem-se seguras em seus empregos, e sabem que a maioria à sua volta também está empregada, a conseqüência é um aumento natural da confiança para os meses futuros", afirma o presidente da ACSP, Alencar Burti.

Em relação à possibilidade de compras, o INC indica que 44% dos entrevistados estavam mais favoráveis a aquisições de eletrodomésticos em dezembro, ante 26% que responderam ser menos favoráveis. Para imóveis e automóveis, a diferença é mínima, 33% responderam ser mais favoráveis e 32% menos favoráveis a essas aquisições.

O único ponto que destoa do otimismo geral é o fato de os consumidores terem prestações com valores menores em dezembro - na média de R$ 63 - em relação a novembro (com R$ 81) e ante dezembro de 2006 (R$ 78). "Na minha interpretação, a alta no preço dos alimentos no fim do ano fez os consumidores gastarem mais com comida e sobrou pouco para o endividamento. Entretanto, como o resultado do varejo foi bom, acho que os consumidores fizeram um número maior de prestações para continuar comprando", acredita Emílio Alfieri, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal.

Sobre a manutenção do emprego, o INC mostrou um ligeiro aumento de confiança de 43% para 44%. A pesquisa é resultado de mil entrevistas em 70 cidades do País e está disponível no site da ACSP, em: http://www.acsp.com.br/pesquisa_inc/inc_jan08.pdf.

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