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Vendas têm crescimento moderado

 
03/03/2007
 

 

Vendas têm crescimento moderado
Adriana David



As vendas no crediário registraram aumento de 4,8% durante o mês de fevereiro na cidade de São Paulo. As vendas com cheque, no entanto, não tiveram o mesmo desempenho. O percentual de crescimento foi um pouco mais baixo, 1,9% em relação ao mês de fevereiro de 2006. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que considerou o ritmo de crescimento das vendas no último mês como moderado.

Para o economista da ACSP, Emílio Alfieri, o aumento das vendas pelo crediário é uma conseqüência do maior volume de crédito, alongamento dos prazos e maior carência para o início de pagamento das prestações concedida pelas redes varejistas de bens duráveis. As vendas a prazo são medidas pelas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Embora relute em fazer previsões, Alfieri acredita que possa haver crescimento nas vendas em torno de 5% em 2007, caso não ocorra nenhuma crise forte. Em 2006, a expansão foi de 3,3%.

Já as vendas com cheque - meio de pagamento mais usado para compra de vestuário e calçados, por exemplo - subiram 1,9% em relação a fevereiro de 2006. A expansão menor é explicada pelo fato de as vendas de bens não duráveis terem sido superiores em fevereiro do ano passado. O crescimento foi sobre uma base forte, com aumento de 5% em relação a fevereiro de 2005. "Os bens de menor valor puxaram o mercado e agora está acontecendo o contrário", explicou o economista.

Para ele, a inadimplência aos 6,3% mantém-se controlada. Em fevereiro do ano passado era de 6,1%. O levantamento da entidade também mostra que o número de títulos protestados registrou queda de 21,3%, para 47.207 entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2006 . Para Alfieri, a queda de títulos protestados, que desde março de 2006 não atingia os 45 mil, também é conseqüência do alongamento dos prazos. O pico de títulos protestados foi em julho, com 67 mil. "Há mais liquidez e crédito no mercado, tanto para pessoa física como para pessoa jurídica", concluiu.

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