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Comércio aposta no carnaval

 
04/01/2007
 

Carnaval 

Já é Carnaval na 25 de Março. Para o comércio, folia morna
Vanessa Rosal

Guirlandas e árvores de Natal dão lugar a máscaras, brinquedos, confetes coloridos e fantasias. Com o fim do período mais festejado pelo comércio varejista, as lojas da Rua 25 de Março se enfeitam para a folia carnavalesca. O objetivo é atrair o consumidor em um período considerado "morno" pelo varejo.

O Carnaval de São Paulo já se firmou como um grande negócio: movimenta 52 segmentos da economia e anualmente recebe investimentos de R$ 80 milhões, que envolvem patrocinadores, Prefeitura e leis de incentivo à cultura, informa a São Paulo Turismo (SP Turis), empresa de turismo da Prefeitura de São Paulo.

O Palácio 25, loja especializada em enfeites natalinos, já está pronta para o Carnaval. "Esse clima todo me transmite muita alegria. Adoro essas cores, essa energia", disse a professora Giovanna Barbosa. Ela aproveitou as férias da escola onde trabalha para conferir as novidades da maior rua de comércio da América Latina.

Grande parte do faturamento no Carnaval é gerado pelas escolas de samba. Falta mais de um mês para os desfiles no Sambódromo do Anhembi, e as agremiações correm contra o tempo para deixar tudo impecável até lá. A loja C. Costa, na Rua 25 de Março, vende matéria-prima para a fabricação de fantasias. De acordo com o gerente Rosenildo Vicente, o período que antecede o Carnaval é um dos mais lucrativos. É nesta época que as escolas compram o enfeite mais precioso das fantasias - as plumas. "Geralmente, cada ala compra 15 quilos de plumas para incluir nas fantasias", explica. O quilo da pluma na C. Costa custa, em média, R$ 625. Em 2005, a campeã Império da Casa Verde entrou na avenida com 26 alas, o que totalizaria R$ 243,7 mil só em plumas.

Apesar da agitação específica em alguns setores do comércio, como o de plumas, o efeito das vendas é pequeno na economia paulista, por causa do feriado prolongado, segundo o economista Emílio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com Alfieri, o ano só começa para o varejo paulista depois da folia carnavalesca. "O que segura um pouco as vendas em janeiro e fevereiro são os departamentos de papelaria, com a volta às aulas." Ele projeta uma expansão de 3% a 4% nas consultas aos sistemas de verificação de crédito (SCPC e Usecheque) da ACSP, em janeiro e fevereiro deste ano, sobre igual período do ano passado.

Otimismo - Ontem, a gerente da loja Brilho´s Fantasias, na Ladeira Porto Geral, Silma Barbosa, estava ansiosa com a proximidade do Carnaval. Ela projeta um crescimento de 10% nas vendas para a festa deste ano. Aproveitando a tranqüilidade de início do ano no comércio, a dona de casa Vanessa Motta levou a filha de três anos, Mellody Baptista, para escolher uma fantasia para o carnaval. Vestida de princesa, a garota desfilava pelos corredores da Brilho´s. "Criança adora Carnaval. Este ano, ela participará de sua primeira festa, na escolinha." O auge das vendas de fantasias começará no dia 15 de janeiro, diz o libanês Melhem Feghali, dono da loja Millôr, que atua na vendas de fantasias e máscaras há 40 anos na 25 de Março. Segundo ele, as vendas irão até a véspera do Carnaval.

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