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Crise no Congressso é de autoridade

 
07/06/2006
 

Quebra-quebra na Câmara Nacional demonstra despreparo de lideranças
Sob o comando de um dirigente petista, cerca de 490 militantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), uma dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), transformaram ontem o Congresso numa praça de guerra, um episódio inédito na história da instituição. Depois de invadir à força um prédio anexo da Câmara, eles passaram a destruir tudo à volta e a agredir seguranças, deixando pelo menos 26 feridos. Foram quase duas horas de terror, durante as quais o Congresso ficou sitiado, os servidores ficaram acuados e os parlamentares se viram confinados no plenário e nos gabinetes (fonte: DComércio).
Após as recentes crises - inclusive moral e ética - as lideranças políticas demonstram agora uma crise de autoridade. As reações dos responsáveis pelo funcionamento do Congresso Nacional, abalados pelos escândalos do mensalão e das ambulâncias, se mostraram pífias e por isso mesmo um péssimo exemplo para o povo brasileiro. Os vândalos são muito bem comandados e aproveitaram o momento político de fragilidade da Câmara dos Deputados para acuar ainda mais a instituição, que deveria atuar como uma instituição moderadora dos demais poderes da República. Perguntas que não saem da minha cabeça: A quem interessa a fragilidade do Congresso Nacional? Por que tanto interesse em enfraquecer o poder que poderia controlar, através de leis, os demais? Qual escândalo que precisa, ou precisará em breve, ser retirado da mídia pela manjada técnica de ocupar a imprensa com um evento que, pela sua gravidade, toma conta das primeiras páginas dos jornais?
Marcos Alberto Martinelli, presidente da ACI de São Carlos
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