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Aluguel comercial

 
05/05/2006
 

 

A questão do aluguel comercial é relevante e urgente

Entendimentos entre locador e locatário devem ser estimulada


Por Marcos Alberto Martinelli1



Um presidente de associação comercial recebe, periodicamente, reclamações por parte de empreendedores que versam sobre a relação entre locador e locatário - neste caso o próprio empreendedor - quando a questão é aluguel de estabelecimento comercial. A nossa cidade tem assistido uma expansão dos seus pontos comerciais, consolidando novos "corredores comerciais", o que valoriza os acessos aos bairros. Com grande esforço pessoal, horários mais flexíveis e atendimento direcionado, os varejistas desses corredores comerciais tem conseguido cativar os seus fregueses e estimulado a competição comercial - saudável - que beneficia os consumidores e mantém empregos. Como consequência, esses imóveis que antes não tinham grande valor, são requalificados e se transformam em bons pontos comerciais. Obviamente não nos referimos às grandes redes do comércio varejistas e sim, a atuação dos micro e pequenos empreendedores são carlenses. São justamente os MPE´s que enfrentam neste momento problemas com a contratação e/ou renovação de contratos de aluguel. Por um lado, o locador julga ser pouco o valor do aluguel recebido. Por outro lado, locatários que julgam ser "muito" o valor desta despesa. Entendemos as reclamações dos comerciantes, que reclamam do custo do aluguel comercial, fato agora agravado pelo grande aumento do valor do IPTU. Some-se os fatos de que o comércio paga uma alta taxa de juros para o sistema financeiro e que, ainda por cima, não vive um bom momento econômico, com um número cada vez maior de vendas com menor valor, além de grande dependência do sistema de crediário e todos os riscos que isso isso envolve. Também os comerciantes do centro da cidade sabem que a combinação "luvas+aluguel+IPTU" resulta em um peso significativo para a composição de custos das empresas. Tudo isso vem à tona justamente porque as margens de lucro das empresas estão comprimidas, com empresários atuando até mesmo "no vermelho", ou seja, acumulando perdas e prejuízos. A associação comercial não tem o condão de modificar as regras do mercado (oferta X demanda), mas pode atuar no sentido de sensibilizar os agentes do mercado imobiliário (corretores, imobiliárias, proprietários de imóveis para locação) para o difícil momento em que passa os empreendedores. É importante, relevante e urgente o entendimento de todos de que o sucesso e a permanência de uma atividade empresarial depende de muitos fatores, entre ele um custo baixo para sua permanência em um ponto comercial, seja ele no centro, nos bairros ou mesmo no shopping. Basta observar e verificar que cresce a cada dia o número de imóveis vagos, com dezenas de faixas com os dizeres "aluga-se" ou "vende-se". O resultado é a falta de rendimento para o locador, com prejuízo para a imagem comercial da cidade e redução das oportunidades de trabalho em São Carlos. Vamos refletir sobre isso.

1Marcos Alberto Martinelli, 39, é presidente da ACISC - Associação Comercial e Industrial de São Carlos -

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