ACISC

Certificado Digital

 

EXPORTAR PARA A CHINA EXIGE ATENÇÃO

 
29/06/2005
 

28/06 - EXPORTAR PARA A CHINA EXIGE ATENÇÃO ESPECIAL COM A CULTURA LOCAL

A missão de empresários da região à China, que terá a meta de ampliar as relações comerciais com a cidade de Yuncheng, na região central da China, terá grandes chances de sucesso, mas precisa ficar atenta a algumas peculiaridades da cultura chinesa. A opinião é do diretor Comercial da Iesa, Antonio Carlos Christiano, maior exportadora de produtos para o mercado chinês na região, com contrato de venda de US$ 18 milhões fechados em 2004.

Uma apresentação da Câmara de Comércio Brasil-China na quinta-feira, no Sesc de Araraquara, vai definir o grupo de empresários e representantes de entidade de Araraquara que irão visitar Yuncheng.

Para Christiano, o primeiro passo é verificar se o produto não tem concorrência dentro da China. "Confecção, por exemplo, é muito barata e de boa qualidade no mercado chinês e nós temos poucas chances de disputar com eles", explica. "Mas alimentos é venda certa, pois eles têm mais de 20% da população mundial, e que precisa ser alimentada".

A apresentação no dia 30 vai mostrar as potencialidades do país asiático e as características de Yuncheng, cidade que estabeleceu com Araraquara o acordo de Cidades Amigas, no começo deste ano, para ampliar as relações de cooperação comercial. Os chineses escolheram Araraquara para assinar o acordo devido ao perfil econômico do município do interior paulista, que se encaixa nas necessidades do empresariado de Yuncheng.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Sérgio Sgobbi, empresários da região também podem integrar o grupo.

Amizade

Christiano lembra que a visita à China é um passo importante para iniciar uma relação comercial, mas explica que definir um bom agente e desenvolver uma relação de cordialidade com o cliente em potencial é fundamental para perenizar o produto no mercado chinês. "O empresário tem que se dispor a ir até lá e se integrar à vida deles e fazer o mesmo quando vierem para cá".

A logística de transporte também pode fazer a diferença no mercado chinês. Para Christiano, se o produto puder ser enviado em contêiner ganhará em competitividade. "O Brasil possui poucos navios saindo com destino à Ásia e essa logística torna-se importante, pois o transporte até a Europa para depois direcionar para a China acaba encarecendo o produto".

O diretor da Iesa alerta também para os riscos com os parceiros. "Isso se aplica a qualquer exportação, mas para a China mais ainda, pois é um país grande e é preciso ter boas condições de pagamento como as cartas de crédito com boas referências para serem comercializadas aqui ou o pagamento a contra-entrega no Porto de Santos, por exemplo".

Mercado chinês

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve, no primeiro trimestre, expansão de 9,4% em relação aos primeiros três meses de 2004. De acordo com projeções preliminares, o crescimento havia sido de 9,5%. O motivo da revisão foi o menor crescimento da produção industrial, que, ainda assim, parece impressionante. A produção cresceu 15,8% no período, contra estimativa anterior de 16,2%. Em todo o ano passado, o PIB chinês cresceu 9,5%.

Brasil e China

A China já se transformou no terceiro maior parceiro comercial do País, depois dos EUA e da Argentina. E seu crescimento, somado ao primeiro parceiro isolado, os EUA, favorece o Brasil. As exportações do Brasil para a China nos primeiros meses deste ano cresceram 5,5% e as importações, 54%.

É preciso, porém, ver esses dados com cautela, dentro de um contexto de sazonalidade.

Os dois primeiros meses desse comércio são atípicos, pois as nossas maiores exportações para a China, soja e minério de ferro, começam apenas a partir de abril. A segunda, minério de ferro, registrou um aumento de preço internacional de 70%. Isso fez com que os embarques começassem a partir de abril. Até o fim do ano as exportações brasileiras para os chineses poderão passar para US$ 6,5 bilhões, um aumento de 20% sobre 2004, de acordo com cálculos do Cacex.

No ano passado o superávit comercial do Brasil com a China foi de US$ 1,7 bilhão.

Yuncheng - Somente no ano passado, a cidade de Yuncheng exportou US$ 240 milhões e importou US$ 260 milhões, sendo US$ 30 milhões o valor das transações somente com o Brasil. O crescimento das exportações foi de mais de 80% nos últimos anos, e 108 empresas locais estão autorizadas a realizar operações no comércio exterior, e 300 itens de commodities são vendidos para 64 países.

 O PIB do município é de US$ 4,5 bilhões, para uma população de 4,9 milhões. De 1999 a 2003, a produção cresceu 13,9%. Já o PIB per capita aumentou mais de 15% nos últimos cinco anos.

A cidade está situada nas margens do rio Amarelo e é considerada berço da civilização chinesa, com mais de 5.000 anos de existência. Aliada ao potencial turístico, a cidade mostra vigor econômico, com destaque para a produção agrícola - trigo, algodão, frutas, vegetais, peixes e aspargos-, indústria química e metalurgia.

Em Yuncheng está a maior indústria asiática de alumínio, a Shanxi Aluminium Smeltery, a segunda maior refinadora de cobre, a Zhongtiao Shan Companhia de Metais Não-Ferrosos, a indústria líder de ferrovias, Yongji Electrical Machinery Plant, e uma das maiores empresas químicas com base em sal inorgânico, a Nafine Group.

fonte: www.araraquara.sp.gov.br

Certificado Digital

 

Portal Educação