Informativo Econômico ACISC n. 0

O acompanhamento do emprego com carteira de trabalho nas cidades brasileiras é uma forma de medir o ritmo da atividade produtiva. O emprego formal é registrado mensalmente por empresas e instituições dos setores público e privado junto ao Ministério do Trabalho. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Tabela 1 – Emprego Formal na Cidade de São Carlos

(Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, MTb. )

O emprego recente em São Carlos em março, com carteira assinada representou 31% da população total (de 240.741 habitantes). O setor de serviços é o maior empregador no município com 43% do emprego com carteira, seguido pela indústria de transformação com 23% dos postos de trabalho e do comércio com 21%. O comércio varejista empregou 13.479 pessoas e o atacadista 2.082 pessoas em março. As pequenas variações dos postos de trabalho são resultados dos movimentos de admissões e demissões, ou rotatividade do emprego. Para todas as atividades econômicas, inclusive o comércio, a rotatividade não é desejável porque altera a eficiência do trabalho e a eficácia da gestão administrativa. Outros efeitos são os custos das demissões e admissões. Todos esses aspectos relativos aos custos devem ser considerados, em particular, quando o atendimento presencial é essencial ao negócio. Muito embora a tecnologia tenha uma presença marcante, as relações pessoais são decisivas para o êxito das operações, mesmo quando a intervenção humana é feita em menor grau.

Considerando novamente a economia local, é importante esclarecer que o trabalho com carteira assinada, ou emprego formal, representa uma entre várias formas de ocupações que são classificadas e acompanhadas também pelo IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar - PNAD. 

Como está São Carlos em termos de empregabilidade?
Tomando como referência os dados do IBGE para o Estado de São Paulo, pode-se estimar que o emprego informal representa quase 1/3 do formal. Logo, estimamos 23.000 pessoas na força de trabalho como informal, totalizando aproximadamente 98.000 pessoas com e sem carteira assinada trabalhando no município. Deve ser considerado também o número de empregadores que atingiria aproximadamente o número de 6.000 (utilizando-se para este cálculo as médias encontradas pelo IBGE para o Estado Paulista). Aqui é necessário distinguir empregadores e empresas. Um empregador pode ter mais de um CNPJ, o que resultaria em um número bem maior de empresas. Finalmente, estima-se o número de 27.000 pessoas trabalhando por conta própria, com e sem CNPJ. O número total das ocupações resulta, aproximadamente, em 131.000 pessoas com rendimentos em São Carlos. Uma visão da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar do IBGE – PNAD para o Estado e País pode enriquecer o entendimento sobre os movimentos econômicos. 

Estado de São Paulo e Brasil.

A PNAD visa acompanhar as flutuações trimestrais e a evolução, no curto, médio e longo prazos, da força de trabalho, e outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País. Os dados para Unidades da Federação só estão disponíveis por trimestres. Assim, apresentamos na Tabela 2 os dados para o último trimestre de 2018 que revela aspectos estruturais da economia brasileira em termos de população e ocupações.

Tabela 2 – População, Força de Trabalho e Ocupações 
Período de Outubro a Dezembro de 2018

(Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, PNAD – IBGE, Base /trimestral [out a dez de 2018].)

As pessoas de 14 anos ou mais estão em idade em trabalhar. Para o Estado de São Paulo são 37.870, que se dividem em ocupada e desocupada. A população fora da força de trabalho não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa. A população ocupada é aquela que trabalha pelo menos uma hora completa na semana de referência com rendimentos monetários ou em troca de mercadorias, serviços ou benefícios.  

Na Tabela 3 as ocupações são classificadas pelo IBGE como empregados (setor privado, trabalho doméstico e setor público); empregadores, trabalhadores por conta própria e trabalho doméstico auxiliar. O grau de desenvolvimento do mercado de trabalho é mensurado pela crescente condição de formalização das atividades, aumento do número de empregadores e do trabalho por conta própria. Em todos os casos o desafio é a redução da informalidade tanto de trabalhadores quanto de empregadores.

Tabela 3 – Tipos de Ocupações 
Período de Outubro a Dezembro de 2018

Fonte: Núcleo de Economia ACISC

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