INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC - 18 de maio

O número de pedidos de seguro-desemprego no Brasil durante o mês de abril de 2021 foi 3,6% menor do que o total registrado no mês de março passado e 24,5% menor do que abril de 2020. No acumulado do quadrimestre, o total de pedidos de seguro-desemprego cai no Brasil em 2021 em 9,4% quando comparado ao primeiro quadrimestre de 2020.

O número de pedidos de seguro-desemprego no país foi menor em todos os grandes setores (agropecuária, indústria, comércio, serviços e construção civil), no mês de abril quando comparado ao mês de março.

A preocupação com o número de pedidos de seguro desemprego se justifica devido à queda da atividade econômica no mês março do ano corrente, segundo os últimos dados do IBGE. A produção física da indústria e construção civil havia caído 2,4% no mês de março quando comparado a fevereiro. O volume de vendas do comércio varejista e o volume de serviços, ambos haviam recuado em 0,6% e 0,4%.

Com esses dados do mês de março, a previsão era que o número de pedidos de seguro-desemprego subisse no mês de abril para o Brasil. Os resultados contrariam, felizmente, essa previsão.

A Tabela 1 abaixo apresenta os números de pedidos de seguro-desemprego para os dois primeiros quadrimestres de 2020 e 2021. A exemplo dos resultados para o Brasil, o Estado de São Paulo e a cidade de São Carlos registraram menores pedidos do que em 2020.

Os dados da Tabela 1 estão organizados por quinzena, o que favorece o acompanhamento da evolução dos indicadores. As evidências demonstram que as ocupações com vínculos trabalhistas têm atravessado a pandemia em melhores condições do que o setor informal da economia.

O setor informal que não conta com o benefício do Seguro-Desemprego sofre todas as consequências dos ajustamentos realizados pelo mercado. Dessa maneira, a economia que o Governo tem com o não pagamento de pessoas que perderam sua ocupação informal, ou seja, o seguro-desemprego que não é solicitado, poderia ser redistribuída com a permanência do auxílio emergencial.

A atividade econômica ainda continua a depender de estímulos mais assertivos da política econômica e o aumento recente das taxas de juros prejudicou o quadro geral econômico.

As expectativas em 2021 ainda são melhores do que as do ano passado, contudo, a comparação mais efetiva é com o comportamento dos indicadores ao longo de 2021.

As empresas e consumidores realizaram grandes ajustamentos e mudaram tanto a condição produtiva quanto as prioridades de consumo, em função dos ajustamentos durante a pandemia. Com tais mudanças, valores e quantidades produzidas e comercializadas em 2020 explicam menos do que os valores e quantidades registrados em 2021.

 

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