INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC – 08 de dezembro de 2020

EMPREGO NAS CIDADES PAULISTAS

Com aproximação das festividades de final de ano, o movimento da economia e as perspectivas sociais ganham projeções. Existe uma recuperação da atividade econômica em curso, desde o mês de agosto. Essa recuperação está ocorrendo em termos das quantidades produzidas nos setores econômicos da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O comércio exterior também tem sido favorável e dessa forma, a atividade empresarial ganhou melhores expectativas para os meses de novembro e dezembro deste ano.

Os índices de confiança da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, sejam eles do consumidor, das famílias ou dos empresários do setor, todos apontam para melhores perspectivas do que foi registrado nos meses anteriores.

As perspectivas se referem às quantidades produzidas e comercializadas. Em função dos protocolos sanitários, o segmento de embalagens cresceu mais do que o esperado. E a circulação de mercadorias através de plataformas eletrônicas também se expandiu.

O comércio urbano e de regiões periféricas de municípios médios e grandes também aponta reações em relação a média de vendas de meses anteriores, por exemplo, entre março e julho de 2020.

Com as promoções, as preferências dos consumidores de baixa e média renda por produtos com preços mais acessíveis e o cenário incerto de curto prazo, altera-se a lógica das comparações para medir desempenho econômico de 2020 com relação a 2019.

É prudente ponderar que as quantidades comercializadas devem melhorar no mês de dezembro, na maioria das cidades grandes e médias brasileiras, com relação ao mês de novembro.

Um outro assunto importante tem sido a variação dos preços. A inflação medida pelo INPC, que mede a variação de preços para as famílias de 1 a 5 salários mínimos, está subindo. Tal efeito que não aparece no IPCA, porque este último índice acompanha a cesta de consumo de famílias entre 1 e 40 salários mínimos, leva grande parte da população a restringir as quantidades compradas ou então a reduzir a diversidade do seu consumo.

O saldo dos movimentos é mais favorável à expansão física das quantidades vendidas do que o valor nominal das vendas do varejo.

Na Tabela 1 estão registradas as informações para o emprego formal nas cidades paulistas. A tabela possibilita uma visão comparada entre o potencial de geração do emprego formal das cidades paulistas. Como se observa, os dados foram positivos em outubro para as cidades do interior, capital do Estado, Estado de São Paulo e Brasil.

Diante das correlações positivas de expansão da atividade produtiva entre as regiões, as expectativas para o mês de novembro são boas. Ainda sobre a Tabela 1, nota-se que as admissões superaram os desligamentos e o saldo de emprego cresceu nas cidades selecionadas. A variação do emprego em relação ao mês de setembro também foi positiva para as cidades.

Não é novidade que a força da economia ainda repousa na política de auxílios emergenciais, que se mostrou efetiva diante do quadro histórico da concentração de renda do país. Com a concentração de renda, os mercados não se desenvolvem e o emprego jovem sofre as consequências mais do que as demais gerações.

A lógica positiva entre oportunidades no mercado de trabalho, educação e cultura continua travada em função da agenda tributária brasileira, que avança muito lentamente.

TABELA 1 – EMPREGO FORMAL NAS CIDADES DO INTERIOR PAULISTA, CAPITAL E ESTADO DE SÃO PAULO

FONTE: PDTE. Ministério da Economia. Elaboração Própria.

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