VALOR EXATO – Ajustes no capital de giro

O desafio de ajustar o capital de giro é o maior prioridade para o presente e futuro próximo nas circunstâncias tão indefinidas em relação ao grau de isolamento. Para o momento o funcionamento das empresas a liquidez, ou seja, capacidade de pagamento é o que garante a própria existência.

Em relação ao futuro não muito distante, se presume três mês, a liquidez será tão ou mais necessária em função dos riscos associados a variação do  grau de isolamento.

Em cenários de relativa normalidade a previsão sobre o comportamento do consumidor e do ambiente econômico é muito mais precisa e segura na percepção empresarial. 

É fato que nos últimos cinco anos o grau de instabilidade política testou todas as capacidades e competências empresariais. Mas, em termos de capital de giro, a flutuação de mercado é devastadora.

Denomina-se aqui de desafio, porque os ajustes do ritmo de negócios devem passar a incorporar um novo conjunto de informações, oriundas da saúde pública, do indicador de isolamento e de bandeiras sinalizadoras de risco grave de contágio.

A expectativa que se forma agora é o tempo que leva para flexibilizar, manter e voltar ao isolamento de atividades não essenciais, em função da capacidade de tratamento do sistema de saúde local e do comportamento em ambientes coletivos.

O risco de atrasos e insolvência de clientes dos setores produtivos ainda é administrável em função das transferências de renda e mecanismos assistenciais que existem em funcionamento na economia brasileira. Contudo, é o retorno a um certo padrão de funcionamento que dará as condições para as empresas avançarem na direção do futuro próximo.

Em termos gerenciais, o dimensionamento de um grau mínimo de atividade econômica para um nível maior é que determinará o volume de capital de giro necessário para adquirir, produzir ou prestar serviço.

Uma vez que a flexibilização se torna o novo normal, a gestão deve ser feita para administrar a possibilidade da condição de isolamento retornar. Logo, é a quantidade de dias úteis em situação de flexibilidade que explicar o volume de capital de giro necessário.

Da mesma forma, é a quantidade de dias úteis em situação de isolamento que determina o capital de giro. Transitar por essas duas condições exige mais giro de mercadorias do que margem de lucro. Identificação de novas oportunidades, mas essencialmente, tornar todo o esforço livre de desperdícios.

Reaproveitamento de materiais e insumos, simplificação de processos, redirecionamento e adequação dos ciclos produtivos a mercados possíveis exigem uma grande combinação de informações para que se opere dentro de uma lógica produtiva instável.

Logo, o maior risco não é exatamente um nível menor de atividade econômica, mas a sua instabilidade dentro de um horizonte menor do que 45 dias!

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