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Informativo Econômico ACISC n. 17 - Emprego formal em São Carlos

 
06/11/2017
 

Confira a evolução do emprego formal na cidade de São Carlos, no período de janeiro a setembro de 2016 e 2017.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC

Ano 1, N.17, Novembro de 2017

Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas

Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio

Recuperação do emprego formal em São Carlos

O emprego formal, importante indicador conjuntural da economia, aumentou em São Carlos no ano de 2017 e sua variação teve desempenho melhor em relação ao ano passado. Quando as contratações estão em alta, isso significa que a economia vai bem, já que as empresas e negócios locais precisam de mais colaboradores para produzir os bens ou ofertar os serviços que estão sendo demandados. Quando as demissões prevalecem, elas expõem o desempenho negativo, já que o corte de colaboradores significa que a produção dos mesmos bens e a oferta dos mesmos serviços precisou ser reduzida para responder à menor demanda.

Os Gráficos 1 e 2 a seguir representam a trajetória do total do emprego formal de São Carlos no período de janeiro a setembro de 2016 e 2017.








O Gráfico 1 mostra que o começo de 2016 foi marcado por estabilidade no número de pessoas empregadas com carteira assinada na cidade. Porém, a partir de maio esse número começou a apresentar saldos negativos consecutivos, que se repetiram até janeiro de 2017. O saldo do período foi negativo e representou o fechamento de 977 postos de trabalho.

O Gráfico 2, por sua vez, torna evidente um cenário de recuperação do número de postos de trabalho formal no período em análise. A movimentação do emprego no período resultou na criação de 121 novos postos de trabalho.

Em 2017, apesar de um bom saldo positivo em fevereiro, o primeiro após 9 meses de perdas consecutivas de postos de trabalho, o número total de pessoas empregadas com carteira assinada voltou a cair em março e abril, mas a partir de maio, a recuperação do emprego formal teve início. Foram quatro meses de criação de postos de trabalho até agosto e, em setembro houve um novo saldo negativo, porém bem menor que o saldo negativo do mesmo mês no ano anterior.

O Gráfico 3 a seguir mostra o saldo entre contratações e demissões de cada setor da economia de São Carlos, de acordo com a divisão realizada pelo IBGE, no período de janeiro a setembro dos anos de 2016 e 2017.



Todos os setores, com exceção da indústria, contrataram mais do que demitiram no ano de 2017, enquanto que em 2016 as demissões prevaleceram. O setor que mais criou postos de trabalho, em termos absolutos, foi o setor de serviços, que é o setor que mais emprega, englobando 48% de todos os trabalhadores formais da cidade. Em seguida, os que mais criaram postos de trabalho foram o comércio e a construção civil, sendo que, respectivamente, cada um corresponde a 20% e 4% do total de trabalhadores formais da cidade. Por fim, a agropecuária, que emprega 3% do total, criou 36 novos postos de trabalho no período em análise em 2017.

Em termos proporcionais, relacionando o número de novos postos de trabalho de cada setor com o total de trabalhadores no mesmo setor, quem obteve o melhor desempenho foi a construção civil, que aumentou em 4,8% o seu estoque de trabalhadores. O número de trabalhadores aumentou 1,7% na agropecuária, 0,9% no comércio e 0,5% nos serviços. A indústria diminuiu em 2% o seu número total de empregados. Considerando todos os setores, o número de pessoas empregadas em caráter formal na cidade de São Carlos aumentou 0,2%.

 

A Figura 1 mostra o número de pessoas empregadas formalmente, divididas por setor em São Carlos, em setembro de 2017.


 

A partir desses dados, espera-se resultado positivo no 4º trimestre de 2017. O resultado positivo poderá se traduzir na criação de postos de trabalho, mas mesmo que ocorram saldos negativos, esses deverão ser bem menores que os do ano passado (fechamento de 1.453 postos de trabalho formal) devido à perspectiva de crescimento da economia e dos resultados animadores do emprego durante o ano, além de outros indicadores, como o controle inflacionário e a queda da taxa de juros que favorecem a recuperação econômica.

A indústria deverá ser o último setor a responder em termos de contratações formais. Quando não há grandes investimentos, principalmente em um cenário de incerteza e capacidade ociosa, a necessidade de mão de obra não cresce tanto. Primeiro tira-se os trabalhadores das férias, aumenta-se horas trabalhadas e cria-se novos turnos para apenas depois realizar novas contratações.

O acompanhamento do emprego formal na cidade é feito através da análise das publicações mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), levando em consideração as declarações dentro e fora do prazo. A base para as atualizações é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2016.

O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC José Fernando Domingues.

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