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Informativo Econômico ACISC n. 16 - Comércio exterior de São Carlos e internacionalização

 
11/09/2017
 

No primeiro semestre de 2017, a soma de todas as exportações de São Carlos resultou em 142,7 milhões de dólares.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC
Ano 1, N.16, Agosto de 2017


Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas
Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio


Comércio exterior de São Carlos e internacionalização.


Exportação
No primeiro semestre de 2017, a soma de todas as exportações de São Carlos resultou em 142,7 milhões de dólares. 99,8% desse volume de dinheiro são referentes à exportação de produtos industrializados, especialmente da indústria de transformação, sendo este o principal ator do comércio internacional da cidade. 

Os bens de capital (máquinas e equipamentos necessários para a produção de bens e serviços) representaram 45,2% dos produtos exportados, 40,4% foram bens de consumo final e 14,4% bens intermediários (que são utilizados na produção de outros bens).

Os produtos mais expressivos exportados pelo município foram:
1. Lápis (exceto os da posição 9608), minas, pastéis, carvões, gizes para escrever ou desenhar e gizes de alfaiate. Esses são responsáveis por 33,8% do total das exportações. 


2. Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores/exaustores. Representam outros 29,7% do total das exportações da cidade. 


Juntos correspondem a 63,5% de tudo o que foi exportado pelas empresas locais, medido em dólares, no primeiro semestre de 2017.


Importação
A soma de todas as importações realizadas pelo município no primeiro semestre de 2017 resultou em US$ 81,2 milhões. 97,9% de tudo que foi importado pelo município são bens industrializados. 

Os bens de capital representaram 39%, os bens de consumo final 6,6% e os bens intermediários 54,3% de toda a importação de produtos industrializados do município. Isso significa que 93,3% das importações realizadas no período por São Carlos foram destinadas às linhas de produção das empresas locais, sejam com máquinas e equipamentos ou insumos industriais e bens intermediários para compor os produtos finais.

Os principais produtos que as empresas de São Carlos importaram no primeiro semestre de 2017 são: 
1. Partes destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408, que representaram 16,9% de todos os produtos importados pela cidade.


2. Veios (árvores) de transmissão e manivelas; chumaceiras (mancais) e bronzes; engrenagens e rodas de fricção; eixos de esferas ou de roletes; redutores, multiplicadores e caixas de transmissão, que representaram 10,7% do total de produtos importados pelo município.


3. Fios, cabos e outros condutores, que tiveram participação de 7,4% nas importações totais. 


4. Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores/exaustores, que tiveram 7,1% de participação nas importações totais.


Juntos, esses itens representam 42,1% de tudo o que foi importado por São Carlos no primeiro semestre de 2017.


Países parceiros
Os principais países destino das exportações de São Carlos no período foram os Estados Unidos e a Argentina. Foram destinados a esses países 37,9% e 16,8% de todas as exportações do município, respectivamente.

Os principais países de origem das importações realizadas pelas empresas de São Carlos foram a Alemanha, os Estados Unidos e a China. Cada um representou, respectivamente, um percentual de 22,9%, 15,8% e 13% da origem do total das importações da cidade no período em análise.

Balança comercial
A balança comercial de São Carlos, no primeiro semestre do ano, foi positiva em 61,5 milhões de dólares. O resultado do saldo entre as exportações e importações em 2016 também havia sido positiva, em 55,6 milhões de dólares. O saldo do primeiro semestre do ano atual, em comparação com o mesmo período do ano passado, se deu pela diminuição de 8,4 milhões de dólares (-9,4%) no volume das importações de 2016 (US$ 89,6 milhões), enquanto as exportações diminuíram 2,5 milhões de dólares (-1,6%) no volume total exportado em 2016 (US$ 145,3 milhões).

No primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano de 2016, a importação de bens de capital diminuiu 7,6%, de bens de consumo final diminuiu 27,3% e de bens intermediários diminuiu 7,9%.

Ainda no período comparado, a exportação de bens de capital aumentou 1%, enquanto a exportação de bens de consumo e bens intermediários diminuiu 4,7% e 0,89%, respectivamente.

Vantagens da internacionalização
A internacionalização das empresas do município é muito vantajosa, especialmente quando a relação prevalecente com o resto do mundo é de exportação. Alguns dos benefícios que a exportação traz para as empresas locais são a expansão de mercados, o aumento da competitividade no mercado interno e o menor impacto da sazonalidade e de cenários econômicos adversos.

Ofertar produtos nacionais no exterior significa explorar novos mercados. Caso o produto seja aceito pelos consumidores desses novos mercados a produção local aumenta e, consequentemente, o emprego e todos os benefícios que ele traz para o município também aumentam. 

A oferta no mercado externo exige um padrão de qualidade elevado. Tal padrão de qualidade torna o produto local que também é destinado para o exterior mais competitivo em território nacional em relação aos produtos que apenas abastecem o mercado interno.

Diversificar os mercados protege a produção da sazonalidade. Se uma empresa que confecciona roupas de banho no Brasil, por exemplo, começa a ofertar sua produção em outros países, quando a demanda brasileira cair durante o inverno, ela pode continuar forte durante o verão dos outros países.

Além da questão sazonal, a diversificação de mercado também é interessante quando considerado o desempenho da economia de cada país, que influencia a demanda de qualquer bem e serviço. Quanto maior o número de países em que uma empresa vende seus produtos, menos ela depende da economia de apenas uma nação, inclusive do mercado doméstico, e por isso se torna menos vulnerável a cenários econômicos desfavoráveis.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC José Fernando Domingues.

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