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Informativo Econômico ACISC n. 13 - Emprego formal no 1º trimestre de 2017

 
09/05/2017
 

O balanço entre contratações e demissões apresentou saldo negativo.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC

Ano 1, N.13, Maio de 2017

Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas

Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio

Emprego formal no 1º trimestre de 2017

 

Tabela 1: Número de pessoas empregadas com carteira assinada.

dez/16

jan/17

fev/17

mar/17

Brasil

46.731.627

46.690.726

46.730.873

46.667.249

Estado SP

13.299.119

13.290.451

13.315.928

13.306.282

Região Adm Central

282.435

283.426

282.925

282.478

São Carlos

72.289

72.172

72.409

72.156

Tabela 2: Saldo entre contratações e demissões no mercado de trabalho formal.

jan/17

fev/17

mar/17

Saldo 1ºtri 2017

Brasil

-40.901

40.147

-63.624

-64.378

Estado SP

-8.668

25.477

-9.646

7.163

Região Adm Central

991

-501

-447

43

São Carlos

-117

237

-253

-133

 

O primeiro trimestre de 2017 foi finalizado em março com cerca de 46,6 milhões de pessoas empregadas no setor formal da economia no Brasil. O balanço entre as contratações e as demissões ocorridas nesse período apresentou saldo negativo, representando o fechamento de 64.378 postos de trabalho formal. Mesmo com saldo negativo, que demonstra que o mercado de trabalho continua em declínio no país, esse resultado foi muito melhor que o do 1º trimestre do ano anterior, quando o número de postos de trabalho extinguidos foi de 303.129.

A movimentação no estado de São Paulo, por sua vez, foi positiva. No período em análise, foi constatado que 13,3 milhões de pessoas no estado tinham emprego com carteira assinada no final de março desse ano. O resultado da comparação entre as contratações e demissões no período foi positivo, que correspondeu à criação de 7.163 novos postos de trabalho. Tal resultado se torna ainda melhor quando comparado com o 1º trimestre de 2016, quando o saldo do balanço do emprego formal foi negativo e representou o fechamento de 77.183 postos de trabalho.

A Região Administrativa Central também apresentou saldo positivo, que representou estabilidade no mercado de trabalho formal da região composta por 26 municípios da região de São Carlos e Araraquara. Esse conjunto de municípios contavam em março com um contingente de 282 mil trabalhadores empregados formalmente. O balanço no trimestre foi positivo e representou a criação de 43 novos postos de trabalho. O resultado do 1º trimestre desse ano foi muito bom em comparação com o 1º trimestre do ano imediatamente anterior, quando a região apresentou o fechamento de 7.023 postos de trabalho com carteira assinada.

No município de São Carlos, 72.156 pessoas estavam empregadas com carteira de trabalho assinada no final de março. O resultado da comparação entre as contratações e demissões no 1º trimestre de 2017 foi negativo e representou o fechamento de 133 postos de trabalho com carteira assinada na cidade. Os meses de janeiro (-117) e março (-253) apresentaram queda no número total de postos de trabalho da economia formal do município, porém fevereiro (+237) apresentou o primeiro saldo positivo depois de 9 meses de quedas consecutivas. O resultado do 1º trimestre desse ano foi pior em relação ao ano passado, quando foram fechados 105 postos de trabalho.

Os setores da economia local que demitiram mais do que contrataram durante esses 3 meses foram a indústria (-61), o comércio (-207) e a agropecuária (-2). Já os setores da construção civil e serviços criaram postos de trabalho (contrataram mais do que demitiram) no período considerado, sendo 36 no primeiro e 101 novos postos de trabalho no segundo.


Tabela 3: Saldo entre contratações e demissões no mercado de trabalho formal, por setor, em São Carlos.

GRANDE SETOR

jan/17

fev/17

mar/17

Saldo 1ºtri 2017

Indústria

35

-26

-70

-61

Construção Civil

-34

39

31

36

Comércio

-122

-28

-57

-207

Serviços

2

219

-120

101

Agropecuária

2

33

-37

-2

TOTAL

-117

237

-253

-133



Tabela 4: Número de pessoas empregadas formalmente em São Carlos, por setor.

GRANDE SETOR

dez/16

jan/17

fev/17

mar/17

Indústria

                  18.710

                  18.745

                  18.719

                  18.649

Construção Civil

                    2.728

                    2.694

                    2.733

                    2.764

Comércio

                  15.145

                  15.023

                  14.995

                  14.938

Serviços

                  33.251

                  33.253

                  33.472

                  33.352

Agropecuária

                    2.455

                    2.457

                    2.490

                    2.453

TOTAL

                  72.289

                  72.172

                  72.409

                  72.156

A movimentação do emprego formal nesse 1º trimestre mostrou que o "estoque" de trabalhadores formais no país ainda está diminuindo, portanto o ajuste do nível de emprego forçado pela atual crise econômica ainda está acontecendo, mas o ritmo dessa queda está diminuindo, ou seja, o desemprego no setor formal da economia está aumentando de forma cada vez mais lenta e nos próximos meses pode deixar de aumentar. A partir desse ponto de equilíbrio do mercado de trabalho formal é que os postos de trabalho voltarão a ser criados, mais rápida ou lentamente, dependendo do vigor da retomada da economia brasileira.


As empresas irão prosseguir com cautela, contratando trabalhadores mais lentamente do que quando os demitiram. Isso acontece porque como o futuro é incerto, os empresários não correrão o risco de assinar contratos de trabalho que podem ser onerosos no futuro caso a retomada da atividade econômica não ocorra ou aconteça de forma mais lenta do que o esperado.


Os contratos de trabalho com carteira assinada garantem benefícios e direitos trabalhistas, além de também gerar receita para o governo brasileiro e por isso o emprego formal é tão importante para a economia. Enquanto para o trabalhador esses benefícios se traduzem em aposentadoria pública e regras trabalhistas que o amparam no âmbito legal, para o governo do país um maior número de pessoas empregadas formalmente significa um maior contingente de renda tributável, através do imposto de renda.


A estabilidade do mercado de trabalho formal, por sua vez, também é muito importante, já que ela será o reflexo de que a atividade econômica deixou de ser negativa. A partir desse ponto, o número de trabalhadores apenas aumentará conforme a economia se aquece e se desenvolve e todos os benefícios que a renda oriunda do emprego proporciona começarão a impactar cada vez mais positivamente na economia.


O crescimento econômico do país, no entanto, não será carregado pelo consumo, que é possível a partir da renda. Isso não acontecerá porque o nível de desemprego se encontra em níveis muito altos, de 13,7% da força de trabalho, atingindo cerca de 14,2 milhões de pessoas, considerando o mercado de trabalho formal e informal. Isso significa que a capacidade de consumo hoje está muito abalada.


A noção de saída da atual crise econômica do país se dá através do investimento, que irá contratar e proporcionar emprego para a população. Para que os investimentos aconteçam, o governo tem apostado em reformas como a do trabalho e da previdência, além do estabelecimento do teto dos gastos e sucessivas reduções nas taxas de juros, como forma de garantir aos investidores de que o país será terreno fértil para a alocação de seus recursos. Como o próprio governo não irá investir, ele tem apostado todas as suas fichas na eficácia de tais ações visando promover expectativas positivas sobre o futuro e gerar confiança para que os investidores privados tomem decisões de investimentos produtivos.


O acompanhamento do emprego formal na cidade é feito através da análise das publicações mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), levando em consideração as declarações dentro e fora do prazo. A base para as atualizações é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015.

O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC, em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do presidente da ACISC, José Fernando Domingues.



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