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Informativo Econômico ACISC n. 11 - Indicadores socioeconômicos de São Carlos

 
28/03/2017
 

Esse informativo tem o intuito de apresentar alguns dos vários indicadores socioeconômicos referentes ao município.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC

Ano 0, N.11 , Fevereiro de 2017

     Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas

Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio


Indicadores socioeconômicos de São Carlos


Esse informativo tem o intuito de apresentar alguns dos vários indicadores socioeconômicos referentes ao município de São Carlos e demonstrar a importância da análise dos mesmos para tomar decisões, principalmente as decisões do poder público, que se traduzem em políticas públicas, e as decisões de investimento dos empresários. Entre eles se destacam indicadores relacionados ao sistema educacional, à economia e ao sistema de saúde, além de informações referentes à população e seu bem-estar.

São Carlos é uma cidade do interior do estado de São Paulo, integrante da área de governo Região Administrativa Central de SP e localizada a aproximadamente 240 km da capital. O município tem área de 1.136,91 km² e conta com uma população de 235 mil habitantes, que se dividem por faixa etária: 41.138 pessoas têm de 0 a 14 anos; 170.037 pessoas têm de 15 a 64 anos e 23.921 pessoas têm 65 ou mais anos de idade. 96% moram em área urbana e 4% na zona rural e a taxa de crescimento populacional anual da cidade nos últimos seis anos foi de 0,98%.

Alguns dos indicadores referentes à educação são as taxas de abandono da educação e aprovação no ensino. Segundo os últimos dados disponíveis, 0,3% dos alunos matriculados no ensino fundamental na rede estadual do município abandonaram a escola antes da avaliação final ou não preencheram os requisitos mínimos em frequência previstos em legislação, em relação ao total de alunos matriculados no fim do ano letivo. Quando considerado os alunos do ensino médio, também da rede estadual, o número sobre para 1%.

A taxa de aprovação, ou seja, a porcentagem de alunos que preencheram, em avaliação final, os requisitos mínimos em aproveitamento e frequência, previstos em legislação, em relação ao total de alunos matriculados no fim do ano letivo nas escolas da rede estadual do município, é de 97,9% para o ensino fundamental e 90,9% para o ensino médio. Quando considerada a rede privada, a taxa de aprovação permanece próxima no ensino fundamental (97,8%), mas aumenta para 96,6% no ensino médio.

Referente à economia do município há indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) do município, que mensura a atividade econômica da cidade, e o número de pessoas empregadas com carteira assinada, que determina o estoque de trabalhadores amparados pela legislação trabalhista, também na cidade.

A soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos em São Carlos foi de 6,8 bilhões de reais em 2010. Esse foi o valor do PIB da cidade naquele ano. Em 2014, o PIB do município aumentou para 9,8 bilhões de reais. Isso significa dizer que a atividade econômica da cidade cresceu, produzindo mais bens e serviços e empregando mais pessoas, sendo visível no aumento desse indicador.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada em São Carlos era de 69.542 em 2010. Em 2014 esse número subiu para 77.643 e em novembro de 2016 caiu para 72.920 pessoas empregadas formalmente. Esse contingente de pessoas se divide pelos diferentes setores da economia e também pode ser classificado de acordo com faixas salariais.

Em maio de 2016, 60% das pessoas que trabalhavam com carteira assinada na cidade ganhavam de 1,01 a 3 salários mínimos, 17% ganhavam de 3,01 a 5 salários mínimos e 6% ganhavam de 5,01 a 7 salários mínimos. As faixas de renda mais altas são as que têm menos pessoas incluídas: apenas 3,8% das pessoas que trabalham com carteira assinada no município recebem de 7,01 a 10 salários mínimos; 2,5% recebem de 10,1 a 15 salários mínimos e 1% recebem de 15,01 a 20 salários mínimos.

No que tange a saúde, podem ser destacados como indicadores o número de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que demonstra a capacidade do município de acolher a população no sistema público de saúde, e também indicadores relacionados aos nascidos vivos, como os nascidos a baixo do peso e o número de mães que fizeram sete e mais consultas de pré-natal.

O número de leitos gerais ou especializados situados em estabelecimentos hospitalares públicos ou privados, conveniados ou contratados pelo SUS, destinados a prestar atendimento público à população era de 204 em 2010. Em 2016 o número permaneceu o mesmo. O coeficiente do número desses leitos do SUS por mil habitantes da cidade caiu de 0,92 em 2010 para 0,86 em 2016, devido ao aumento da população enquanto o número de leitos permaneceu o mesmo.

Em 2010, a proporção de nascidos vivos com peso inferior a 2,5kg em relação ao total dos nascidos vivos foi de 9,08% e o percentual de mulheres que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, em relação ao total de mulheres que tiveram filhos no período, foi de 88,41%. Em 2015, o percentual de nascidos vivos de baixo peso diminuiu para 8,68% e o percentual de mulheres que fizeram sete e mais consultas de pré-natal subiu para 89,2%.

As condições de vida de um município também podem ser medidas por alguns indicadores, sendo um dos mais importantes o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). O IDHM sintetiza três aspectos do desenvolvimento humano: vida longa e saudável, acesso a conhecimento e padrão de vida, traduzidos nas dimensões de longevidade, educação e renda.

São Carlos possui um IDHM de 0,805 (calculado a partir do Censo Demográfico de 2010), que situa o município na faixa de Desenvolvimento Humano Muito Alto (IDHM entre 0,800 e 1). No ranking das cidades paulistas com o indicador mais próximo de 1, o município está na 14ª colocação. No ranking a nível nacional a cidade ostenta a 28ª colocação.

Todos esses indicadores são muito importantes para o planejamento público, por exemplo. Medir a qualidade/efetividade da educação que está sendo oferecida, a evolução da atividade econômica, padrão de vida (medido através da renda) e a oferta de saúde à população é fundamental para que políticas públicas sejam pensadas de maneira a afetar positivamente os temas tratados por tais indicadores. A partir do momento em que o poder público tem o conhecimento, a partir da análise de diversos indicadores, da situação em que o município se encontra, ele pode elaborar estratégias e as políticas necessárias para resolver os problemas ou ampliar o bem estar de sua população.

Mesmo após a elaboração das estratégias e políticas a partir da análise das informações relevantes, os indicadores nunca podem deixar de ser acompanhados. O acompanhamento tem que ser constante porque se, no decorrer do processo de implementação das ações públicas, os indicadores se alterarem, ou a taxa na qual crescem ou decrescem mudar, o resultado final poderá ser comprometido. O acompanhamento constante, portanto, permite aos formuladores de política que adequem seus planos, ações e estratégias aos novos parâmetros, de forma a garantir o objetivo esperado.

Decisões de investimento privado também se beneficiam do acompanhamento de certos indicadores. Um empresário que deseja lançar um novo produto de alto valor agregado, ou seja, que custará caro, por exemplo, mas que ainda não decidiu em que município irá atuar, pode usar como base o número de pessoas que trabalham com carteira assinada e estão inseridas nas faixas salariais mais altas para que se tenha uma noção do tamanho de seu mercado consumidor potencial. Afinal, as pessoas que irão consumir seu produto são aquelas que têm renda alta.

Ao comparar o potencial de cada município, ele pode balizar sua decisão e escolher onde irá instalar sua operação. Claro que essa variável não é a única a ser levada em consideração para que um empreendimento dê certo, mas quando em conjunto com outras informações como a infraestrutura da cidade, o tamanho da população, o perfil e hábito dos consumidores e a concorrência a ser enfrentada na região, a decisão do investimento pode ser tornar mais clara e melhor direcionada, minimizando a incerteza e potencializando o sucesso do empreendimento.


O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC José Fernando Domingues.


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