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Balanço do Emprego Formal no 3º trimestre de 2016

 
09/12/2016
 

São Carlos terminou o mês de setembro com 73.754 pessoas empregadas no setor formal da economia.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC

Ano 0, N.10, Dezembro de 2016

Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas

Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio

Balanço do Emprego Formal no 3º trimestre de 2016

O número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil continua a cair mês após mês. Apenas nos meses de julho, agosto e setembro, 160.868 vagas deixaram de existir e o acumulado do ano chega a menos 683.597 postos de emprego formal. Em setembro desse ano, 47.377.210 pessoas estavam trabalhando com carteira assinada no Brasil.

No Estado de São Paulo a situação é a mesma. Desde janeiro, todos os meses foram de queda no emprego formal. No terceiro trimestre, 39.293 postos de trabalho formal foram extintos e no acumulado do ano o número chega a 173.751. No mês de setembro, 13.523.720 pessoas estavam empregadas formalmente.

Enquanto no Brasil e no estado a trajetória tem sido de quedas sucessivas, a região administrativa central, região na qual São Carlos está inserida, apresentou comportamento diferente do país e do estado. No primeiro trimestre houve fechamento de postos de trabalho (-7.020), mas nos três meses seguintes houve a recuperação desse número (+6.692). No terceiro trimestre o emprego voltou a cair, diminuindo o número de trabalhadores formais em 453. No acumulado do ano, o número de postos de trabalho formal fechados foi 781 e em setembro 291.916 pessoas tinham emprego com carteira assinada na região.

São Carlos também se diferenciou do país e do estado por ter uma breve estabilização do emprego no começo do ano, mas voltou a seguir uma trajetória de queda nos meses seguintes.  O Gráfico 1 mostra o número total de pessoas que trabalham com carteira assinada na cidade, mês a mês.


São Carlos terminou o mês de setembro com 73.754 pessoas empregadas no setor formal da economia. O número de postos de trabalho formal passou por certa estabilidade nos primeiros meses do ano, porém o terceiro trimestre mostrou que o fechamento de postos de trabalho ocorridos nos meses de maio e junho foram os primeiros de uma trajetória de queda, o que se torna preocupante, principalmente após um período inicial onde havia uma estabilidade. Essa trajetória mostra que a população empregada no setor formal da economia continua a diminuir em função das operações (produção/venda) dos negócios locais estarem em níveis baixos, consequentemente precisando de menos funcionários e empregando menos.

É importante ressaltar que esse cenário de queda do emprego não significa que todos os setores e subsetores da economia, determinados pelo IBGE, estão demitindo. Significa apenas dizer que ao somar todas as contratações e demissões de todos os setores da economia (indústria, construção civil, comércio, serviços e agropecuária) e seus 25 subsetores o resultado é negativo, ou seja, as demissões estão prevalecendo sobre as contratações, resultando no fechamento de postos de trabalho.

Em São Carlos, nos meses de julho, agosto e setembro, o setor da construção civil (-72), do comércio (-47) e da agropecuária (-154) fecharam postos de trabalho com carteira assinada. O setor de serviços foi o que mais perdeu vagas de emprego formal, diminuindo em 512 o total de vagas desse setor. A indústria foi a única que aumentou seu número de postos de trabalho formal, preenchendo 180 novas vagas.

No terceiro trimestre, considerando todos os setores da economia, o saldo das movimentações foi negativo, com o fechamento de 605 postos de trabalho. Se considerarmos as movimentações desde janeiro, onde nos meses de fevereiro e abril houve criação de postos de trabalho, o número de fechamentos foi 992. Em 2015, o terceiro trimestre registrou fechamento de apenas 61 vagas, mas, de janeiro a setembro, o número de fechamentos foi 1.676, 60% maior que do ano atual. No Gráfico 2, os números negativos são a quantidade em que as demissões superaram as contratações e os números positivos são a quantidade em que as contratações superaram as demissões, nos meses descritos.


Comparando essas movimentações do emprego formal no ano atual com o ano passado, verifica-se que a trajetória continua de queda em 2016, porém mais branda. A estabilização da economia é importante para que o nível de emprego formal estacione (deixe de demitir mais do que contratar) e a partir desse ponto possa voltar a crescer, recuperando os postos de trabalho que foram perdidos. Caso não haja a estabilização da economia, o consumo, a produção e os investimentos continuarão a cair e o emprego, consequentemente, também continuará a diminuir.

O acompanhamento do emprego formal na cidade é feito através da análise das publicações mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), levando em consideração as declarações dentro e fora do prazo. A base para as atualizações é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015.

O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC, José Fernando Domingues.



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