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Banco de Curriculos

 

Núcleo de Economia ACISC - Exportações e importações de São Carlos

 
29/09/2016
 

Os países origem de nossas importações mais expressivos são Estados Unidos, Alemanha, China e França.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC

Ano 0, N.8, Setembro de 2016

Igor de Souza Theodoro - discente do Curso de Ciências Econômicas

Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande - Coordenador do Convênio

Exportações e importações de São Carlos

 

Tabela 1 - 10 principais países destinos das exportações

 

País

USS$

Part. %

1

ESTADOS UNIDOS

59.765.487

35,70

2

ARGENTINA

29.688.644

17,73

3

CANADÁ

7.165.072

4,28

4

ALEMANHA

7.152.446

4,27

5

FRANÇA

6.192.900

3,70

6

COLÔMBIA

5.495.187

3,28

7

MÉXICO

5.473.637

3,27

8

REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA

5.262.219

3,14

9

CHILE

5.025.201

3,00

10

PERU

3.405.351

2,03













Entre os 10 principais países de destino das exportações são-carlenses, os mais expressivos são os Estados Unidos e a Argentina, correspondendo respectivamente a 35% e 17% do total das exportações do município medida em volume de dólares (US$). A Tabela 1 mostra os 10 principais países de destino das exportações de São Carlos. A cidade também exporta, em menor proporção, para mais de 30 outros países além dos especificados na tabela.

Dos 40 principais produtos que São Carlos exporta, que representam 98% de todas as exportações do município, os que representam o maior volume de dólares desse total são: 1. Lápis (exceto os da posição 9608), minas, pastéis, carvões, gizes para escrever ou desenhar e gizes de alfaiate, representando 33% dos principais produtos exportados. 2. Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) para extração ou reciclagem, com ventilador incorporado, mesmo filtrantes. Esses representam 28% dos principais produtos exportados. Outros produtos, além dos 40 principais, também são exportados e representam 2% do total das exportações do município.

Tabela 2 - 10 principais países de origem das importações

País

US$

Part. %

1

ESTADOS UNIDOS

   22.510.100

21,63

2

ALEMANHA

   16.863.280

16,20

3

CHINA

   15.258.118

14,66

4

FRANÇA

   10.890.951

10,46

5

PARAGUAI

     5.419.696

5,21

6

SUÉCIA

     4.716.795

4,53

7

MÉXICO

     4.002.503

3,85

8

ITÁLIA

     3.456.810

3,32

9

REINO UNIDO

     3.040.105

2,92

10

CANADÁ

     2.832.633

2,72


Os países origem de nossas importações mais expressivos são Estados Unidos, Alemanha, China e França. Juntos, correspondem a mais de 60% da origem das importações de São Carlos medida em volume de dólares. A Tabela 2 mostra os 10 principais países de origem das importações de São Carlos. A cidade também importa de mais de 30 outros países além dos especificados na tabela.

Entre os 40 principais produtos que a cidade importa, que representam 85% de todas as importações do município, os que têm maior participação desse total são: 1. Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames (excêntricos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas; chumaceiras (mancais) e bronzes; engrenagens e rodas de fricção; eixos de esferas ou de roletes; redutores, multiplicadores e caixas de transmissão, representando 14% do volume de dólares gastos com as principais importações do município. 2. Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408, que representam 9% do volume de dólares gastos com as principais importações do município. Outros produtos, além desses 40 principais, correspondem ao restante (15%) das importações realizadas pela cidade.

Os produtos que a cidade exporta e importa podem ser divididos em bens de capital (máquinas e equipamentos essenciais para a produção de outros bens ou serviços), bens de consumo (bens produzidos que se destinam às necessidades de consumo humano) e bens intermediários (bens manufaturados ou matérias-primas processadas que são empregadas na produção dos bens de consumo), de acordo com os Setores de Contas Nacionais.

Dos produtos que São Carlos exporta, 43% são bens de capital, 41% bens de consumo e 14% bens intermediários.

Pelo lado das importações realizadas pelo município, os bens de capital representam 38%, os bens de consumo 8% e os bens intermediários 53% do total de produtos importados.

Tabela 3 - Saldo da Balança Comercial de São Carlos

Janeiro a Julho de 2015

Janeiro a Julho de 2016

Exportação (US$ FOB)

175.294.726

167.422.741

Importação (US$ FOB)

203.636.922

104.074.953

Saldo Balança Comercial

-28.342.196

63.347.788


Em 2016, de janeiro a julho, o saldo da balança comercial do município foi positivo, atingindo o valor de US$63.347.788,00. O saldo positivo é resultado do maior volume de dinheiro recebido pelos produtos exportados em relação ao dinheiro gasto para adquirir os produtos importados.

No mesmo período, em 2015, o saldo foi negativo e atingiu a soma de US$28.342.196,00. O motivo que levou o saldo negativo do mesmo período no ano anterior para um saldo positivo nesse ano foi a queda de 48% dos gastos com importações, enquanto a receita das exportações teve queda de apenas  4%. Os números podem ser visualizados na Tabela 3.

A queda das importações, por sua vez, pode, geralmente, estar relacionada a dois fatores: 1. A menor demanda por bens de capital, bens intermediários e bens de consumo; 2. A desvalorização do real frente ao dólar, que torna os bens importados mais caros, já que a quantidade de reais gastos para adquirir o mesmo produto aumenta. 

A partir da análise da evolução das importações dos bens de capital, bens intermediários e bens de consumo do município, comparando o período de janeiro a julho do ano passado com o mesmo período do ano atual é possível entender com maior clareza a queda das importações realizadas pelo município e qual dos motivos (1 ou 2) foi mais decisivo.

No período comparado, do ano passado para o ano atual, a importação de bens de capital foi reduzida em 67% e a importação de bens intermediários sofreu redução de 23% (esses percentuais de redução são referentes à participação de cada tipo de bem no total de 48% de redução das importações totais do município). Ou seja, a importação de máquinas e equipamentos necessários para produção recuou consideravelmente, indicando menor ampliação (ou renovação) da capacidade produtiva do município. A diminuição da importação de bens intermediários, por sua vez, significa que menos insumos necessários para a produção de bens estão sendo demandados pela indústria local.

As importações de bens de consumo (os bens finais que a população consome) também recuaram, porém em menor percentual (8%). A importação desse tipo de produto é afetada diretamente pela alta do dólar, já que se trata de um bem final e seu preço mais elevado se traduz em diminuição do poder de compra do consumidor.

O real desvalorizado é um fator que pode inibir todos os tipos de importações, porém não é o suficiente para causar as significativas quedas na importação dos bens necessários para a produção, já que o aumento do custo proveniente da desvalorização do real pode ser incorporado no preço dos produtos finais. Por isso, parece mais razoável dizer que a forte queda nas importações do município, liderada pela queda das importações de bens de capital e bens intermediários aconteceu em decorrência da desaceleração industrial do município, que gerou menor demanda por tais tipos de bens. Tal desaceleração pode ser percebida a partir das estatísticas de emprego no setor, que desde 2015 vem apresentando saldos negativos, ou seja, mais pessoas estão sendo demitidas do que contratadas. Demissões indicam desaceleração na produção porque na medida em que o nível de produção diminui, a mão-de-obra necessária para produzir em menor quantidade também diminui e o ajuste é feito a partir das demissões.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento - Secretaria de Comércio Exterior.


O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC José Fernando Domingues.



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