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Núcleo de Economia ACISC - Emprego formal no primeiro semestre do ano

 
11/08/2016
 

São Carlos fechou o primeiro semestre de 2016 com 74.844 trabalhadores com carteira assinada.


INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC
Ano 0, N.7, Agosto de 2016
 
Igor de Souza Theodoro – discente do Curso de Ciências Econômicas
Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande – Coordenador do Convênio
 
Emprego formal no primeiro semestre do ano – São Carlos
 
O primeiro semestre do ano foi marcado por consecutivas quedas no número de postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. De janeiro a junho, 531.765 postos de trabalho foram fechados no país, sendo 137.634 apenas no Estado de São Paulo. O setor que mais demitiu foi o comércio e o único que apresentou saldo positivo entre as contratações e demissões foi a agropecuária.
 
A Região Administrativa Central, composta por 26 municípios, entre eles São Carlos, Araraquara e Matão, terminou o semestre com 292.438 postos de trabalho com carteira assinada, número próximo do registrado em dezembro de 2015. De janeiro a março o número de demissões superou o de contratações, porém, a partir de abril houve a abertura de novos postos de trabalho, compensando as vagas que foram perdidas nos primeiros meses do ano. O setor de serviços foi o responsável pela abertura de postos de trabalho na região.
 
São Carlos fechou o primeiro semestre de 2016 com 74.844 trabalhadores com carteira assinada. Durante os primeiros meses do ano, o emprego se manteve em relativa estabilidade, com queda em janeiro e março, mas aumento em fevereiro e abril. Os meses de maio e junho registraram novas quedas no número de emprego formal, levando o emprego a um nível menor que o registrado em dezembro de 2015.  As movimentações estão no Gráfico 2.
 
O emprego formal é relevante porque é o veículo de Seguridade Social com todos os benefícios de uma economia moderna. São esses benefícios que permitem uma mínima condição de vida obtida através do mercado de trabalho com amparo social.
 
Logo, o emprego formal estável com taxas crescentes deve estar aliado ao crescimento dos lucros empresariais. Há uma correlação muito forte entre salários e lucros. É desejável que o crescimento das atividades de serviço e atividades empresariais com conteúdo tecnológico cresça na cidade para que o perfil do emprego com elevada escolaridade e rendimento também aumente.   Com isso maior será o poder aquisitivo e as vendas do comércio.
 
São Carlos ainda depende de atividades industriais tradicionais e que ainda garantem a maior parte do emprego. Novas atividades industriais com presença de inovação tecnológica atraem público externo em atividades profissionais que também irrigam hotéis, bares e restaurantes etc. 
 
Empresas especializadas em serviços ambientais, por exemplo, são atividades que agregam valor e preservam o ambiente da cidade e região. A noção de desenvolvimento precisa ser melhor compreendida pela classe política que, na grande maioria, entende desenvolvimento apenas como emprego e de baixo valor monetário.
 
Com as dificuldades em diversificar a base produtiva, os efeitos da perda de postos de trabalho como mostrado no Gráfico 2 causam efeitos negativos para toda a cidade. E a área social de Prefeituras é que acabam arcando com as dificuldades conjunturais.
 
Para mudança há necessidade da retomada dos investimentos produtivos e esse o enfoque, com preservação ambiental que poderá elevar o conteúdo agregado dos investimentos, dos salários, dos lucros e do consumo local. 
 
Considerando o ano de 2016, apesar da relativa estabilidade nos primeiros meses do ano, o saldo da movimentação do emprego formal no primeiro semestre foi negativo. Considerando o nível do emprego formal de dezembro de 2015 como início e os saldos de demissões e contratações nos primeiros seis meses do ano, a economia de São Carlos fechou 412 postos de trabalho com carteira assinada.
 
O saldo negativo entre as contratações e demissões no primeiro semestre sugere que a economia local ainda apresenta dificuldades para retomar o crescimento. Com o baixo desempenho dos negócios, os empresários tendem a cortar gastos e demitir, a fim de adequar o tamanho da sua mão de obra com o da produção que projetam para os próximos meses.
 
Os setores que apresentaram queda no número de postos de trabalho com carteira assinada durante o semestre foram a indústria, com fechamento de 428 postos de trabalho, o comércio, com fechamento de 157 postos de trabalho e a agropecuária, com fechamento de 170 postos de trabalho. Os setores que apresentaram crescimento foram a construção civil, com 29 novos postos de trabalho, e o setor de serviços, com 314 novos postos de trabalho. Confira o Gráfico 3.
 
 
 
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda no número de emprego formal em 2016 foi menor que em 2015. No primeiro semestre de 2015, o município perdeu 1.615 postos de trabalho, número quase quatro vezes maior que o atual (412). Essa comparação revela que mesmo que a trajetória continua de queda, o desempenho do ano atual foi melhor que o do ano passado. Comparar Gráficos 3 e 4.
 
Ainda em 2015, todos os setores, com exceção da agropecuária, apresentaram queda no número de postos de trabalho com carteira assinada. O setor que mais fechou postos de trabalho nos primeiros seis meses de 2015 foi a indústria, responsável por mais da metade dos fechamentos (-919). Movimentação por setor no 1º semestre de 2015 no Gráfico 4.
 
O acompanhamento do emprego formal na cidade é feito através da análise das publicações mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), levando em consideração as declarações dentro e fora do prazo.
 
O Informativo Econômico ACISC é elaborado pelo Núcleo de Economia da ACISC em convênio com o Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara, sob a coordenação do Prof. Dr. Elton Eustáquio Casagrande e supervisão do Presidente da ACISC José Fernando Domingues.
 
 
 
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