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Núcleo de Economia da ACISC divulga expectativas de vendas para os próximos meses

 
23/05/2016
 

Consumidores locais estão com expectativas melhores para o futuro próximo do que estavam em março de 2015.


O Núcleo de Economia da ACISC – implantado recentemente pela Associação Comercial e Industrial de São Carlos – informa que os consumidores locais estão com expectativas melhores para o futuro próximo do que estavam em março de 2015, ou seja, eles esperam dias melhores no curto prazo.
 
De acordo com o economista Elton Eustáquio Casagrande, o nível de emprego no município é outro elemento ainda elevado, quando comparado a 2015. “São Carlos registrou 75.236 postos formais de trabalho em dezembro de 2015. Em março de 2016, o total foi de 75.110. O número recente é discretamente menor, mas pouco relevante quando comparado com as quedas registradas no estado de São Paulo e no Brasil. O emprego formal caiu em -0,5% no Brasil em março quando comparado com janeiro de 2016, -0,4% no estado de São Paulo e aumentou 0,04% na cidade de São Carlos”, compara.
 
Elton explica que as perspectivas para o comércio varejista nos próximos meses dependerão de dois aspectos mais gerais: a renda das famílias e seu poder de compra e o desempenho dos outros setores econômicos (indústria, serviços, construção civil e agronegócios). “É importante esclarecer que a renda das famílias apresenta tendência de queda no curto prazo em função da taxa de inflação e o aumento do desemprego. Esses dois fatores impedem boas negociações salariais. Por outro lado, as contratações de trabalhos de autônomos e mercado informal de trabalho, sem seguridade social, pode compensar a queda da renda oriunda das dificuldades que cercam o emprego com carteira”, diz.
 
Ainda segundo o economista, a inflação que aumenta os custos de produção tem reduzido as margens de lucro dos negócios. Por outro lado, à medida que aquisições de bens importados ficam muito dispendiosas, é provável que o setor industrial comece a dar sinais de melhor desempenho no mercado interno. “Os outros setores econômicos, em particular de bens duráveis, enfrentam mais dificuldades, mas os bens de baixo valor agregado, como aqueles que incluem o setor de presentes associados às datas comemorativas pode sim surpreender. A surpresa pode vir não com relação a um desempenho superior ao de 2015, mas em função das compras serem um pouco maiores que o comércio espera em função dos quatro primeiros meses do ano de 2016”, completa.
 
A Federação do Comércio do Estado de São Paulo mostra que o índice de confiança dos consumidores na capital paulista caiu 6% no mês de março com relação ao mês de fevereiro de 2016. E a confiança é 16% menor do que era em março de 2015.
 
Confira as informações na íntegra:
 
 INFORMATIVO ECONÔMICO ACISC:

Ano 0, N.2 , Maio de 2016

VENDAS DO COMÉRCIO EM SÃO CARLOS E A ECONOMIA DO ESTADO DE SÃO PAULO

As perspectivas para o comércio varejista nos próximos meses do ano dependerão de dois aspectos mais gerais: 1) a renda das famílias e seu poder de compra; 2) o desempenho dos outros setores econômicos (indústria, serviços, construção civil e agronegócios). É importante esclarecer que:

1) A renda das famílias apresenta tendência de queda no curto prazo em função da taxa de inflação e o aumento do desemprego. Esses dois fatores impedem boas negociações salariais. Por outro lado, as contratações de trabalhos de autônomos e mercado informal de trabalho - sem seguridade social - pode compensar a queda da renda oriunda das dificuldades que cercam o emprego com carteira.

1.1) A inflação que tem aumentado os custos de produção tem reduzido as margens de lucro dos negócios. Por outro lado, à medida que aquisições de bens importados tem ficado muito dispendioso, é provável que o setor industrial comece a dar sinais de melhor desempenho no mercado interno.

2) Os outros setores econômicos, em particular de bens duráveis, enfrentam mais dificuldades, mas os bens de baixo valor agregado como aqueles que incluem o setor de presentes associados às datas comemorativas pode sim surpreender. A surpresa pode vir não com relação a um desempenho superior ao de 2015, mas em função das compras serem um pouco maiores que o comércio espera em função dos quatro primeiros meses do ano de 2016.

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo mostra que o índice de confiança dos consumidores na capital paulista caiu 6% no mês de março com relação ao mês de fevereiro de 2016. E a confiança é 16% menor do que era em março de 2015.

O aspecto positivo é que o consumidor está com expectativas melhores para o futuro próximo do que estava em março de 2015. Isto significa que “se espera dias melhores” no curto prazo. E isto pode predominar sobre a queda da confiança. Na cidade de São Carlos há outro elemento que é nível de emprego ainda elevado quando comparado a 2015.

São Carlos registrou 75.236 postos formais de trabalho em dezembro de 2015. Em março de 2016 o total foi de 75.110. O número recente é discretamente menor, mas pouco relevante quando comparado com as quedas registradas no Estado de São Paulo e no Brasil.

O emprego formal caiu em -0,5% para o Brasil em março quando comparado com janeiro de 2016, -0,4% para o Estado de São Paulo e aumento de 0,04% para a cidade de São Carlos. 

Em todas as regiões a indústria continua sendo a maior penalizada e essa evidência traz prejuízos ao desenvolvimento econômico de forma geral. A capacidade de incorporar inovações tecnológicas é decisiva para os índices de competitividade internacionais, além do que, é com essas inovações que a renda das profissões pode crescer de maneira sustentável.

Os números na cidade de São Carlos, resistentes ao desemprego, mostram a diversidade econômica local e também indicam a capacidade de resistir a tantos equívocos de política econômica, muito embora essa resistência esteja sendo minada nos Estados mais desenvolvidos do País.

 

TABELA – EMPREGO FORMAL NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2016, NO BRASIL, ESTADO DE SÃO PAULO E SÃO CARLOS.

SETORES IBGE BRASIL

Jan/16

Fev/16

Mar/16

Var % Mar/Jan

Indústria

8.224.706

8.195.543

8.169.379

-0,7%

Construção Civil

2.395.687

2.378.847

2.354.663

-1,7%

Comércio

9.440.572

9.383.753

9.341.775

-1,0%

Serviços

26.364.019

26.368.338

26.354.019

-0,04%

Agropecuária

1.495.761

1.493.050

1.480.919

-1,0%

TOTAL

47.920.745

47.819.531

47.700.755

-0,5%

         

SETORES IBGE ESTADO DE SÃO PAULO

Jan/16

Fev/16

Mar/16

Var % Mar/Jan

Indústria

2.635.571

2.629.377

2.625.233

-0,4%

Construção Civil

630.375

627.969

620.746

-1,5%

Comércio

2.713.758

2.698.479

2.683.945

-1,1%

Serviços

7.301.040

7.307.760

7.304.241

0,0%

Agropecuária

332.054

328.245

325.049

-2,1%

TOTAL

13.612.798

13.591.830

13.559.214

-0,4%

         

SETORES IBGE SÃO CARLOS

Jan/16

Fev/16

Mar/16

Var % Mar/Jan

Indústria

20.009

19.986

19.779

-1,1%

Construção Civil

3.274

3.274

3.291

0,5%

Comércio

14.326

14.281

14.360

0,2%

Serviços

34.691

34.808

34.925

0,7%

Agropecuária

2.779

2.770

2.755

-0,9%

TOTAL

75.079

75.119

75.110

0,04%

Fonte: Elaboração da ACISC com dados do CAGED – Ministério do Trabalho e Emprego. 

Igor Theodoro – discente do Curso de Ciências Econômicas

Elton Eustáquio Casagrande – Prof. Dr. Coordenador do Convênio

 

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