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Faturamento das MPEs paulistas cresce 6,5%

 
10/03/2010
 

São Paulo - A indústria foi o setor que teve a maior alta: 9,2%; no ABC registraram + 16;1%

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas registraram em janeiro crescimento no faturamento real de 6,5% em relação a janeiro de 2009. Este é o quarto mês consecutivo em que as MPEs tiveram aumento na receita na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esta é a melhor variação do faturamento real desde o início da pesquisa, em 1999.

Em termos absolutos, o universo das MPEs paulistas registrou em janeiro deste ano receita total de R$ 21,2 bilhões. Na comparação de 12 meses (janeiro de 2009/janeiro de 2010) a elevação foi de R$ 1,3 bilhão. Já na comparação mês a mês (dezembro de 2009/janeiro de 2010), o faturamento teve queda de R$ 3,2 billhões. Na média, a receita real das MPEs paulistas foi de R$ 15.971,02 por empresa, em janeiro deste ano.

Por setores, a indústria registrou o maior crescimento em 12 meses, com 9,2%, seguida por comércio (7%) e serviços (3,5%). A indústria foi o segmento mais afetado pela crise. "Os resultados indicam que as micro e pequenas empresas estão acompanhando a retomada do crescimento na economia", avalia o diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella.

Por regiões do estado, as micro e pequenas empresas do ABC foram as que apresentaram maior elevação: 16,1% no faturamento em 12 meses (janeiro de 2010/janeiro de 2009). Nas MPEs da Região Metropolitana de São Paulo e da Capital o crescimento foi de 15,2% e 13,4%, respectivamente, enquanto no Interior o resultado foi negativo: -2,2%.

Na comparação mês a mês, o resultado foi negativo. O faturamento das MPEs sofreu uma queda de 13,3%. "A retração no faturamento de janeiro deste ano em relação a dezembro de 2009 já era esperada. Isso porque em dezembro as vendas das MPEs costumam ser favorecidas pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário e das vendas para o Natal", explica Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP.

Expectativas

Os proprietários de MPEs paulistas estão mais otimistas. Em fevereiro, 38% dos donos de MPEs declararam acreditar em aumento do faturamento da sua empresa nos próximos seis meses, ante 33% no mês anterior.

Em relação à economia brasileira, a parcela de empresários que acreditam em crescimento no nível de atividade econômica nos próximos seis meses passou de 32% em janeiro para 36% em fevereiro de 2010. Já a proporção dos informantes que acreditam em manutenção no nível de atividade na economia oscilou de 57% para 58%.

Esses foram os principais resultados da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada em janeiro de 2010, com a colaboração da Fundação Seade. A pesquisa monitora mensalmente o desempenho de 2,7 mil MPEs em todo o estado, apresentando também dados para quatro regiões: Capital (cidade de São Paulo), Grande ABC, Região Metropolitana de São Paulo (39 municípios) e Interior.

As MPEs e a economia

O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 5% em 2010, de acordo com levantamento do Banco Central, efetuado com analistas de mercado. Segundo Tortorella, as MPEs deverão acompanhar a tendência de retomada da atividade econômica. "A retomada vem sendo puxada pelo mercado interno, a partir do controle da inflação e manutenção do poder aquisitivo da população. O mercado interno é particularmente importante para as micro e pequenas empresas, que têm expressiva participação no atendimento das necessidades básicas da população, por exemplo, no varejo e em serviços prestados ao consumidor".

No entanto, na visão do Sebrae-SP, alguns fatores merecem atenção nos próximos meses. "No cenário interno, deve-se ficar atento para os aumentos registrados nos índices de preços nos últimos meses. Já no âmbito internacional, a economia pode eventualmente sofrer reflexos o aumento da incerteza dos mercados, a partir da crise fiscal na Grécia", finaliza Gonçalves.

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