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Confirmação: A recessão chegou ao fim no Brasil

 
29/07/2009
 

A recessão ficou para trás. É isso que mostram os estudos dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco, que apontam elevação do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano. Dados do Bradesco demonstravam, em maio, um índice de 1,7% de crescimento, em relação ao primeiro trimestre de 2009.

O Itaú Unibanco segue na mesma linha: o cruzamento de dados revela um aumento de 2,3% em maio, em comparação a abril, ambos deste ano. Os levantamentos foram elogiados pelo mercado. "Sem dúvida alguma o Brasil saiu da recessão, ainda que vejamos resultados negativos em alguns indicadores, como é o caso da produção industrial comparada com igual período de 2008. A recessão ocorrida a partir de outubro foi a mais profunda, porém a mais rápida da história econômica recente do País. Essa percepção é corroborada por um indicador de atividade econômica construído pelo Departamento Econômico do Bradesco, que, calculado mensalmente, é usado como termômetro da economia brasileira, antecipando o desempenho do PIB", afirma o diretor de pesquisas do Bradesco, Octávio de Barros.

Segundo ele, para a construção do índice, são consideradas variáveis ao longo do mês, como a produção de automóveis e o consumo de energia. "De acordo com o nosso indicador, a recessão no Brasil teve início em outubro passado e encerramento em maio. Os números apontam para uma alta do PIB que pode chegar a 2,1% no segundo trimestre, na margem, após as quedas de 3,6% e de 0,8% nos dois períodos anteriores. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de que haja alta de 0,4%, em relação ao segundo trimestre."

Barros diz que o aumento da inadimplência é uma resposta defasada em relação à evolução do cenário. "Desde outubro, temos observado aumento da inadimplência no sistema, segundo dados do Banco Central. Contudo, no caso específico de pessoa física, já observamos alguma estabilidade dos dados, para índices até junho. Ainda detectamos movimentos decorrentes da queda da atividade econômica nos últimos meses. Olhando para frente e já considerando o fim da recessão no País, ainda é possível que tenhamos algum movimento de alta da inadimplência até agosto ou setembro e, depois disso, um movimento de recuo."

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo, Simpi, Joseph Couri, concorda com os resultados dos levantamentos. "A geração de emprego nos meses que virão vai reafirmar os números positivos das pesquisas dos bancos. Nos próximos seis meses, 20% dos empresários pretendem contratar pessoas, 74% manterão as vagas, e apenas 6% dizem que vão demitir. O mercado interno se fortaleceu em razão das medidas adotadas pelos governos - a redução das taxas de juros e o aumento dos salários acima da inflação", afirma.

O economista Roberto Troster diz que o estudo mostra que o pior já passou. "Há otimismo em relação ao segundo semestre. Com uma pequena ressalva: os números positivos podem vir da antecipação da compra de carros, vendidos com redução de IPI."

Para o presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, Antonio Luiz de Queiroz Silva, o crescimento do PIB neste ano deverá chegar a 2%. "Em primeiro lugar, a crise econômica não foi brasileira; em segundo, a turbulência foi meramente do setor financeiro. E o governo tomou providências prontamente."

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