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MPEs paulistas escapam de efeitos da crise

 
30/10/2008
 

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas recuperaram o fôlego e apresentaram, em setembro de 2008, aumento de faturamento real na ordem de 0,7%, com relação ao mesmo mês do último ano, descontada a inflação no período. Esta alta representou o total de R$ 22,8 bilhões nos caixas das MPEs. É o primeiro registro de expansão do faturamento real desde abril, na análise de 12 meses.

Os dados foram levantados pela pesquisa Indicadores Sebrae - SP, realizada entre os dias 8 e 20 de outubro, em parceria com a Fundação Seade.

Para Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP, esses números mostram que os pequenos negócios continuam mantendo o nível de vendas, mesmo com as turbulências da economia mundial. "Por serem fortemente voltados para o mercado interno e para produtos e serviços mais populares, as pequenas empresas ainda estão se beneficiando da melhora de renda do brasileiro, ocorrida nos últimos anos", afirmou.

Na comparação de 12 meses (setembro de 2008 contra o mesmo mês de 2007), o setor de serviços foi o único a apresentar expansão no faturamento real (8,9%), à medida que a indústria e o comércio apresentaram queda de 5% e -0,8%, respectivamente.

Regionalmente, as micro e pequenas empresas da região metropolitana de São Paulo tiveram o maior aumento do faturamento real (6,2%), seguido da capital (1,7%). O desempenho das MPEs do interior e do Grande ABC foi negativo: 5,1% e 0,2%, respectivamente.

Redução de pessoal

O nível de pessoal ocupado apresentou queda de 6,4% na relação entre setembro de 2008 e setembro de 2007, com 4,09 pessoas em média por empresa. Todos os tipos de ocupação - como sócios, familiares, empregados próprios e terceirizados - têm apresentado redução na média de pessoas ocupadas por empresa. Em setembro do ano passado, havia 4,38 pessoas em média, por empresa.

Segundo o coordenador do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, a queda no número médio de pessoas por empresa é um fenômeno estrutural.

"A cada ano, mais empresas são abertas e com um perfil mais enxuto de empregados. Isso se deve, entre outros fatores, à saída dos ocupados nas atuais empresas para abrir novas empresas, à criação de empresas de uma só pessoa e à expansão mais forte do número de empresas de comércio e serviços que, por sua própria natureza, são mais enxutas em termos de pessoal", disse.

Já o rendimento real dos empregados teve aumento de 0,9 % em setembro de 2008 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. E expansão de 2% em relação a agosto de 2008.

No mesmo período, o total gasto pelas MPEs com salários apresentou queda de 5%, causada pelo menor número médio de pessoas por empresa.

Comparação mês a mês

Na comparação de setembro com agosto de 2008, a alta do faturamento das MPEs foi de 3,8%, ou seja, uma injeção de R$ 829 milhões.

O comércio foi o setor que apresentou o maior crescimento real no mês, de 5,4%, seguido por serviços, que fechou o mês com alta de 3,8%. O faturamento das pequenas indústrias apresentou retração de 0,7%.

Com relação ao pessoal ocupado, na comparação mês a mês, os setores de serviços e do comércio registraram aumento de 1,9% e 0,7%, respectivamente. A indústria não acompanhou o movimento de recuperação e registrou queda de 1,3%.

Cenário Econômico

Para os próximos meses, as previsões são de que a economia brasileira deva apresentar alguma desaceleração do seu crescimento, porém, mantendo o nível de atividade em patamares próximos aos verificados no mesmo período de 2008.

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