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Crise ainda não chegou ao consumidor

 
15/10/2008
 

Intenção de gastos no 4º trimestre está maior que no mesmo período de 2007

Enquanto a crise preocupa o mercado financeiros o setor produtivo, o consumidor parece ainda não sentir seus efeitos e continua disposto a realizar compras neste final de ano. Pesquisa realizada pelo Programa de Administração em Varejo (Provar) em parceria com a consultoria Felisoni & Associados mostra que 73,8% dos consumidores paulistanos pretendem realizar compras no último trimestre do ano, um número superior aos que tinham pretensão no mesmo período do ano passado, de 61,2%.

"A crise, que não é só financeira, mas também de confiança, se espalhou, mas ainda não atingiu o consumidor", afirma o presidente do conselho do Provar, Claudio Felisoni.

A pesquisa, realizada entre 15 e 24 de setembro - quando as informações sobre a crise começaram a ganhar corpo - ouviu 500 consumidores paulistanos. "As pessoas tiveram ganho de salário, aumentou a estabilidade de emprego e a inflação deve ficar aquém da meta", diz. Apesar de a crise ter tomado boa parte do espaço dos noticiários, ainda está um pouco distante do consumidor na opinião de Felisoni. "Essas coisas demoram a chegar no consumidor."

Segundo o economista, na ponta final da cadeia de consumo, as respostas não são imediatas, podendo levar 12 meses para ocorrer alguma alteração.

As perspectivas otimistas em relação ao final do ano estão baseadas em parte no movimento sazonal do Natal, que tradicionalmente tem aumento de vendas. A partir de janeiro, no entanto, será preciso enfrentar condições bem mais adversas.

A intenção de utilizar crédito para o consumo - em geral menor em relação ao terceiro trimestre e maior em relação ao quarto trimestre de 2007 - já é um indicador de que o cenário deve mudar, de acordo com a coordenadora de pesquisas do Provar, Patrícia Vance. "O varejo, que já está estocado para o Natal, ainda guarda um otimismo grande", diz.

A intenção de utilizar crédito para aquisição de produtos de informática foi manifestada por 56,1% dos consumidores que vão fazer aquisição no quarto trimestre deste ano. Era de 22,7% no mesmo período do ano passado e de 72,5% no terceiro trimestre de 2008.

Em alguns casos, como no de produtos de informática, se por um lado está em alta a intenção de compra, por outro, cai a intenção de gasto. Este segmento aparece no topo da lista de produtos que mais despertam a intenção de aquisição do consumidor: 13,2%. No entanto, cai em 1,6% a intenção de gasto na comparação entre os quartos trimestres deste ano e de 2007.

Já no caso de eletroeletrônicos, cuja intenção de compras é de 11%, a intenção de gastos subiu 58,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado.


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