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Inflação e crédito levam mais paulistanos a se endividar

 
22/07/2008
 

O aumento de preços, principalmente o dos alimentos, e a expansão da oferta de crédito são os principais motivos para a alta do nível de endividamento do paulistano em julho. Segundo divulgou a Fecomercio-SP nesta segunda-feira, o índice avançou quatro pontos percentuais e atingiu 53% dos consumidores. Na comparação com julho de 2007, no entanto, houve recuo de três pontos percentuais.

No que se refere ao nível de inadimplência (consumidores com contas em atraso) o índice ficou em 35%, dois pontos percentuais a mais em relação a junho e queda de quatro pontos percentuais frente ao mesmo período de 2007, quanto atingiu 39%.

"As recentes pressões inflacionárias, principalmente nos preços dos alimentos e a expansão da oferta de crédito estão entre as causas do aumento do endividamento", aponta a entidade.

Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimento de até três salários mínimos (62%), enquanto os que ganham de três a dez salários a porcentagem é de 59%. Para os que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 40%.

Em relação à inadimplência, 49% das pessoas com renda até três salários mínimos têm contas em atraso, contra 35% dos que ganham de três a dez salários mínimos e 15% dos que têm renda acima deste patamar.

A pesquisa mostra ainda que 64% dos consumidores pesquisados declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso (contra 67% em junho). Quando analisado o tempo de atraso das dívidas, constatou-se que para 32% dos consumidores o prazo é de acima de 90 dias, enquanto para 29% o período é de 30 dias. Já para 26% o atraso é de 30 a 60 dias e para os outros 13%, o tempo de atraso das dívidas é de 60 a 90 dias.

Quanto aos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontado por 33% dos consumidores, seguido pelo desemprego (22%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, segundo 45% dos consumidores, seguido pelos carnês (22%). Quando indagado sobre qual tipo de despesa mais afetou suas dívidas atuais, 23% apontaram gastos com habitação, seguidos por 14% eletrodomésticos e 13% vestuários.

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