ACISC

Banco de Curriculos

 

Imposto embrulhado para presente

 
06/06/2008
 

Dizem que o amor é cego. Mesmo que não seja, os amantes não vêem quanto pagam de tributos ao comprar o presente para os namorados, cuja data será comemorada no próximo dia 12 - mesmo sem ser percebida, é alta a carga tributária embutida em todos os produtos. Prova disso é o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e pela VerbaNet - Legislação Empresarial Informatizada. As duas entidades analisaram o peso dos impostos no preço dos presentes.

A carga é mais pesada para o perfume importado: representa 78,43% sobre o preço final. Para o nacional, fica em 69,13%. Detalhe: como se não bastassem os impostos, algumas pessoas acreditam que dar esse tipo de produto é fatal para a sobrevivência do namoro. A idéia pode não ser boa. Pelo menos para o bolso.

"O amor não acaba, mesmo com essa enorme carga tributária", diz otimista o diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike, um dos responsáveis pelo estudo. "Ao comprar o presente, o apaixonado estará pagando um 'tributo duplo', um ao namorado e outro ao governo", completa.

Os mimos mais comuns, como flores, roupas, acessórios e chocolates, têm tributação inferior a 40% . Mas que homem não vai ganhar uns beijos e pontos a mais se resolver presentear a namorada com uma jóia? Nas peças em ouro, os impostos representam mais de 50% do preço. A conta de um jantar em um restaurante virá acompanhada de uma desagradável surpresa: 32,31% de tributos. Se for pedido vinho ou champanhe, o peso deles será ainda maior: de 52,5% e 43,28%, respectivamente.

Um inofensivo bichinho de pelúcia, por sua vez, é vendido na loja por aproximadamente R$ 39. Ao comprá-lo, qualquer apaixonado pagará R$ 20,96 de impostos, conforme levantamento do contador da VerbaNet, Ernesto Dias de Souza.

Certificado Digital

 

Portal Educação