ACISC

Banco de Curriculos

 

Novo IOF também atinge comércio

 
09/01/2008
 

A cobrança fixa de 0,38% do novo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) encareceu em quase quatro vezes o valor do recolhimento do tributo nas operações de factoring, segundo cálculos da Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil (Anfac). O imposto, como determina uma resolução do Banco Central que regulamenta o negócio, deve ser pago pelo cliente.

"Temos uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) rolando desde 1998 cujo mérito o Supremo Tribunal Federal (STJ) ainda não julgou. Vamos voltar à carga nessa questão, na esperança de reverter o quadro negativo que o novo IOF impôs para as empresas de factoring", disse, ontem, o presidente da Anfac, Luiz Lemos Leite. A Associação quer o reconhecimento de que as operações das factorings são atividades mercantis e não financeiras, o que eliminaria o imposto sobre o financiamento, diminuindo o custo do serviço.

O movimento das empresas de fomento mercantil é grande. Somente em 2006, último fechamento anual da Anfac, suas 746 associadas movimentaram R$ R$ 60,3 bilhões em todo o País, em operações para 125 mil pequenas e médias indústrias e estabelecimentos comerciais. O ano passado deve ter fechado a carteira em R$ 75 bilhões. Segundo a Associação, 80% dos clientes das factorings são pequenas indústrias e prestadores de serviços e 20% pequenos e médios lojistas.

Para o assessor de Relações Institucionais do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP), Marcos Galindo, o aumento do IOF na operação de factoring vai pesar consideravelmente para os comerciantes. "E muita gente vai tentar embutir esse novo custo. Mas se aumentar muito o preço, o comércio vai ter menos clientes e voltaremos àquela ciranda de que cada um vai ter que perder um pouco."

Certificado Digital

 

Portal Educação