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Crédito e estabilidade econômica elevam vendas em fevereiro, segundo o IBGE

 
19/04/2007
 

Diário do Comércio

Crédito e estabilidade econômica elevam vendas

Newton Santos/Digna Imagem/9/4/2005 Expansão salarial motivou o consumidor a gastar mais com calçados e peças de vestuário.


O aumento de 9,4% nas vendas do comércio em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2006, foi o maior para o mês apurado na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 2001, segundo destacou o técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do instituto, Reinaldo Pereira. Segundo ele, a justificativa para o bom desempenho do setor é o comportamento macroeconômico em geral. O comércio varejista vem registrando variações positivas consecutivas nas vendas ante igual mês de ano anterior desde dezembro de 2003.

Pereira citou a queda na inflação e nos juros, o dólar estabilizado em torno de R$ 2, o aumento da renda real, as condições favoráveis de crédito e os incentivos fiscais para o setor de informática como estímulos para o varejo.

Mobiliário - As vendas de móveis e aparelhos eletrodomésticos registram queda de 4,2% em fevereiro, se comparado com janeiro, mas mantiveram a trajetória de crescimento ante igual mês do ano passado, com expansão de 19,1%.

A queda em relação a janeiro não é preocupante porque, de acordo com Pereira, ocorreu após alta de 17,2% apurada em janeiro ante dezembro. Para o técnico do IBGE, o recuo em fevereiro pode ter ocorrido como acomodação após a "queima de estoque" que ocorreu nas lojas de eletrodomésticos no início deste ano.

Por outro lado, a expansão nas vendas ante fevereiro de 2006 ocorreu, segundo ele, em conseqüência da manutenção de condições favoráveis de crédito, alta no rendimento e emprego e queda nos preços (nesse caso com efeito da valorização do real).

Segmento com maior peso na pesquisa de comércio varejista do IBGE, o grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou estabilidade nas vendas (0,1%) ante mês anterior e alta de 6,9% na comparação com fevereiro de 2006.

O técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE acredita que a estabilidade nas vendas desse segmento ante mês anterior pode ter respondido ao aumento de preços em produtos alimentícios. No que diz respeito à expansão, na comparação com fevereiro do ano passado, ele atribui a alta especialmente ao aumento da massa salarial.

A expansão da massa salarial foi também a justificativa apontada por Pereira para o crescimento nas vendas de tecidos, vestuário e calçados (3,6%) em fevereiro ante igual mês do ano passado. Esse segmento registrou, porém, recuo nas vendas de 2,5% sobre janeiro deste ano. Nesse caso, Pereira disse que tem sido registrada instabilidade no desempenho do setor na série ante mês anterior e o fenômeno é "difícil de explicar".

Combustíveis - O segmento de combustíveis e lubrificantes registrou em fevereiro o quarto aumento consecutivo nas vendas (1,3%) em relação ao período anterior. Pereira, do IBGE, acredita que essa expansão está relacionada à estabilidade de preços dos combustíveis, além do aumento nas vendas de automóveis e o crescimento da renda real. Na comparação com fevereiro de 2006, as vendas desse segmento aumentaram 5,5%.

As vendas de veículos, motos, partes e peças cresceram 5,3% ante janeiro e 19,5% na comparação com fevereiro do ano passado. Segundo Pereira, o bom desempenho desse segmento responde à continuidade da política de crédito, redução de juros e ampliação dos prazos de financiamento. ( AE )

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