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Artigos da folia pagam acima de 40% de impostos

 
01/02/2007
 

De Olho no Imposto

Artigos da folia pagam acima de 40% de impostos
Laura Ignacio

Até mesmo na hora de se divertir o brasileiro tem de suportar uma alta carga tributária. Serpentina, spray de espuma, colar havaiano e outros artigos característicos da festa de Momo embutem em média mais de 40% de tributos em seus preços finais.

"A carga tributária que recai sobre a produção de bens e serviços no País é pesada e os artigos carnavalescos não fogem da regra", afirma o tributarista Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que fez os cálculos da carga de impostos nos produtos de carnaval.

De acordo com levantamento do IBPT, confete e serpentina carregam 45,03% de impostos dentro do preço; máscaras de plástico, 45,13%; buzina a gás, 46,79%; spray de espuma, 47,14%; colar havaiano, 47,16%; e fantasias, 37,6%.

Os bolsos dos compradores de instrumentos musicais também são atingidos. No preço do reco-reco entram 38,84% de tributos; no agogô, 39,94%; e no pandeiro, 39,03%.

Segundo Pierre Sfeir, proprietário da loja Festas e Fantasias, a expectativa de venda de produtos para o Carnaval de 2007 é de crescimento. "Acreditamos que as vendas devem aumentar entre 15% e 20%. O problema é que o peso dos impostos deve subir nesta média também, já que, quanto mais vendemos, mais impostos temos a pagar", diz Sfeir.

Enredo - Neste ano, a escola da samba Pérola Negra, da Vila Madalena, escolheu o comércio como enredo. A agremiação vai desfilar com carros alegóricos e alas contando a história do comércio desde a época do escambo entre os fenícios até hoje, lutando contra a concorrência desleal de quem vende produtos piratas. "O carro alegórico que representa o comércio ilegal é um barco de piratas decorado com CDs", adianta o presidente da escola, Edilson Carlos Casal.

"Venda como arte, comércio como sua principal representação", título do enredo, ganhou apoio financeiro de comerciantes, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e de bares da Vila Madalena.

Um dos que apóiam a escola de samba é o bar Salve Jorge. Para o sócio Wanderley Romano, se o governo baixasse o peso dos impostos para o comércio, arrecadaria muito mais. "Somos obrigados a repassar os impostos para o consumidor. Se a carga fosse reduzida, os preços cairiam e as pessoas consumiriam mais", afirma Romano.

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